Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura e política.

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quarta-feira, 29 de março de 2017

Sindicato dos Jornalistas do Amapá anuncia valor do inédito piso salarial para a categoria

O SINDJOR – Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amapá promoveu uma assembleia geral, na sexta-feira (24), no auditório do SEBRAE, para anunciar à categoria, a proposta do piso salarial que deverá ser homologada pelo MTE no estado do Amapá.

A Convenção Coletiva de Trabalho 2017/2018 será celebrada entre o SINJOR e a FENAJORE – Federação Nacional de Jornais e Revistas ou a FENAERT – Federação Nacional das Empresas de Rádio e Televisão, tendo em vista a inexistência, no Amapá, de uma entidade patronal.

Dentre as cláusulas previstas no acordo, destaca-se o valor do piso salarial aos profissionais. Uma antiga reivindicação da classe, e que pode ser concretizada.

Na tabela proposta pelo SINDJOR, fica estabelecido os seguintes valores e funções:
– R$ 2.578,56 para profissionais nas funções de Repórter, Repórter Fotográfico, Apresentador, Editor de Texto, Revisor, Produtor, Assessor de Imprensa, Repórter Cinematográfico, Diagramador e ilustrador em início de carreira: Jornalista Classe “A”.

– R$ 2.913,01 para Repórter, Repórter Fotográfico, Apresentador, Editor de Texto, Revisor, Produtor, Assessor de Imprensa, Repórter Cinematográfico, Diagramador e ilustrador com mais de um ano e até dois anos ininterruptos de serviços prestados na função: Jornalista Classe “B”.

– R$ 3.260,97 para Repórter, Repórter Fotográfico, Apresentador, Editor de Texto, Revisor, Produtor, Assessor de Imprensa, Repórter Cinematográfico, Diagramador e ilustrador com mais de dois anos i
ninterruptos de serviços prestados na função: Jornalista Classe “C”.

O acordo estabelece ainda, que a tabela de pisos salariais praticada pela empresa para os trabalhadores da categoria, no Estado do Amapá, passará a ser paga, a partir de 1º de maio de 2017.

Além do piso salarial, o acordo coletivo prevê outros benefícios para os profissionais, como Gratificações, Adicionais, Auxílios, Hora-Extra, Seguro de Vida, dentre outros.

A presidente do SINDJOR, Denyse Quintas, agradeceu aos colegas presentes na Assembleia Geral e disse que a luta por melhores condições de trabalho continua. “Vamos nos fortalecer ainda mais enquanto categoria, avançar nas cláusulas sociais, e brigar por um salto maior para nosso piso salarial”, acrescentou.

Piso salarial
O Piso salarial é o menor salário pago a um trabalhador dentro da categoria. É estabelecido na data-base e determinado pelo acordo coletivo. Outro detalhe importante é que o valor do piso salarial definido para uma mesma função ou profissão pode variar conforme o estado, cidade ou mesmo empresa. Isso porque os pisos salariais definidos em acordos ou convenções coletivas de trabalho têm validade somente para os trabalhadores abrangidos por esses documentos.

Penalidades
Após o acordo coletivo ser homologado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a empresa que venha a praticar salários abaixo do piso, usando qualquer justificativa, pode ser denunciada junto ao Sindicato dos Jornalistas do Amapá ou na Delegacia do Ministério do Trabalho e Emprego, estando passível das penalidades previstas na lei.

Clay Sam – Jornalista Profissional FENAJ MTE 0354/AP

terça-feira, 28 de março de 2017

Fórum Estadual de Turismo discute reforço no segmento amapaense

Melhorias no turismo amapaense foram discutidas nesta terça-feira, 28, durante a I Reunião Ordinária do Fórum Estadual de Turismo do Amapá (Fetur) de 2017. O evento, realizado pela Secretaria de Estado do Turismo do Amapá (Setur), reuniu entidades governamentais e representantes do setor.
Durante o Fórum, a principal pauta foi a atualização do Mapa do Turismo Brasileiro, onde foi discutida a importância da mobilização dos gestores municipais quanto ao Programa de Regionalização do Turismo. Esse programa estabelece diretrizes políticas e operacionais para orientar a implementação, trabalhando a interação de todas as ações desempenhadas pelo Ministério do Turismo com estados, regiões e municípios brasileiros.
A secretária de Estado do Turismo, Syntia Lamarão, reforçou a importância da implantação do Programa em todos os municípios. “Precisamos que todos os gestores municipais se mobilizem para a integração no Mapa do Turismo. O objetivo principal é o de apoiar a estruturação dos destinos, a gestão e a promoção do turismo”, disse.
Na reunião, também foi tratada a fiscalização turística e a captação de recursos, além do papel de cada um no combate à pirataria turística do Amapá. A Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema) também colaborou no Fetur, com visitas técnicas pela em Áreas de Proteção Ambiental, para a elaboração de roteiros e reconhecimento de destinos turísticos.
A implantação de sinalização turística foi outro assunto discutido. A ideia é usar ferramentas digitais para melhorar a experiência dos turistas, disponibilizando informações por meio de aplicativos.

Brasileiros aderem a protestos de movimentos sociais na Guiana Francesa

28/03/2017 17h19

A onda de protestos que interrompe há mais de dez dias vários serviços públicos e atividades na Guiana Francesa, na divisa com o Amapá, passou a ter a adesão de brasileiros que vivem na cidade fronteiriça de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá. Na segunda-feira (27), brasileiros se juntaram a mais um ato do grupo que lidera as manifestações, conhecido como "500 irmãos".
O protesto aconteceu do lado guianense em Saint-Georges, que faz divisa com Oiapoque. As cidades estão ligadas desde o dia 18 de março pela Ponte Binacional, a primeira união terrestre entre Brasil e Guiana Francesa.

(Foto: Reprodução/Rede Amazônica) 
A Rede Amazônica no Amapá mostrou nesta terça-feira (28) imagens do ato, que cobra melhorias em diversos serviços, como Educação, Saúde, geração de energia e Segurança Pública. Apesar de apoiarem os protestos, os brasileiros, assim como outros estrangeiros, são apontados pelos franceses como responsáveis pelo aumento da violência no país.
O movimento impediu o lançamento, em 21 de março, do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC). O equipamento que custou R$ 2,1 bilhões seria lançado do Centro Espacial de Kourou, que fica na Guiana Francesa. Durante os protestos, foram feitas barricadas na entrada do centro espacial com carros, pneus e pedaços de madeira.

domingo, 26 de março de 2017

Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo, dia 26 de março de 2017.

Comidas
Macapá receberá nos dias 3, 4 e 5 de junho a 12ª edição do Festival Gastronômico Brasil Sabor. O evento é promovido pela filial local da Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Lanchonetes, a Abrasel. E as inscrições de expositores são abertas nesta segunda-feira.

No rádio
A vice presidente da Abrasel-AP, empresária Cibelle Iglesias, esteve ontem na Diário FM para falar deste evento e de outros temas relacionados ao setor. Foi em nosso Conexão Brasília, tradicional dos sábados.

Mercado
Representante do setor dos sindicatos patronais, empresário Edyr Pacheco também foi ao rádio ontem e falou sobre o projeto polêmico das terceirizações. Disse que está havendo exploração equivocada.

Interior
Comunidades carentes da zona rural de Mazagão receberam ontem um mutirão de ações do GEA, que mobilizou diversas secretarias. Titular da pasta das cidades, Alcyr Matos, pilotava a catraia, digo barco.

Reforço
Deputado Marcos Reátegui visitou canteiro de obras do Hospital Universitário, que está sendo erguido no campus da Unifap. Saiu empolgadíssimo com o que viu, virando uma grande obra pública.

Online
Os ouvintes do nosso radiofônico Conexão Brasília passaram a contar, ontem, com mais um serviço de interação e respeito ao cidadão, que são as transmissões ao vivo pelo Facebook. Portanto, agora, além da voz dos entrevistados, é possível acompanhar tudo em vídeo. Na foto, Cibelle Iglesias, vice-presidente da Abrasel-AP, que concedeu a primeira entrevista transmitida em vídeo no sábado.

Valores
A própria reitora da Unifap, Eliane Superti, sempre que pode realiza umas visitas ao canteiro das futuras instalações do Hospital Universitário, chamado HU. Os parlamentares integrantes da bancada federal destinaram um total de R$ 100 milhões em emendas ao orçamento da União para a obra.

Estrutura
Nesta primeira etapa de obras estão previstos 180 leitos hospitalares, 60 leitos de UTI, unidade ambulatorial com 33 consultórios, triagem especializada com urgência e emergência referenciadas, unidade de apoio diagnóstico e terapia com unidades funcionais completas de imagenologia e mais dez salas de cirurgia

Pessoal
No pico da obra, 300 trabalhadores serão empregados diretamente, além dos indiretos gerados com a compra no mercado local e todo o material necessário. Após a conclusão, a previsão inicial é que 1.500 pessoas sejam empregadas quando o hospital entrar em funcionamento.

TURISMO NA FRONTEIRA: Blogueira carioca viaja de Macapá a Caiena

Um mergulho sobre as curiosidades de se fazer turismo na região da fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa, sob a ótica de uma turista do Rio de Janeiro
Na divisa do Brasil com a Guiana Francesa a turista registrou o mais novo cartão-postal da região, a ponte binacional sobre o Rio Oiapoque, que à época de sua viagem ainda não estava aberta ao turismo. 

Cleber Barbosa
Editor de Turismo

Acostumada a compartilhar com seus seguidores suas andanças pelo mundo, a blogueira Gabriela Palma – que nasceu em Foz do Iguaçu mas mora no Rio de Janeiro – escalou sua amiga Lívia Mara para atuar como repórter e visitar a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, em Oiapoque.  Foi para sua página chamada Blog Gaby pelo Mundo, que reúne informações sobre passeios pelo Brasil, Estados Unidos e Europa. A seguir o “diário de bordo” da repórter, com suas observações sobre essa experiência.
Como chegar: “Minha viagem começou na rodoviária de Macapá. Lá na rodoviária existem duas viações que fazem o transporte até o Oiapoque: Santanense e Amazontur. A passagem custa em torno de 90,00. A viagem dura  de 10 a 12 horas, pois são quase 600 km de distância da capital. É uma viagem emocionante já que a estrada só possui asfalto até a metade de sua extensão total e a estrada corta a floresta amazônica! As paradas que o ônibus faz são em locais com refeição, banheiro, etc, mas algumas apenas com luz de gerador. Na rodoviária de Macapá existem pessoas que fazem o transporte de caminhonete e cobram em torno de R$ 150 fazendo em menos tempo que o ônibus. Fica a critério de cada um.
Onde ficar: Meu marido estava hospedado no Hotel Paris. Achei muito bem localizado. Próximo ao comércio, bem no centro e pertinho do rio Oiapoque e das principais atrações noturnas! rs. Hospedagem simples, mas com ar condicionado (muito importante devido aos mosquitos) e café da manhã. Existem outras opções, como o Hotel Floresta (que fica na beira do Rio), a pousada Beija-Flor, etc.

Pontos Turísticos: Monumento que marca o início do Brasil é o principal. O monumento fica localizado bem na beira do Rio, no centro. É emocionante estar no lugar onde começa o Brasil e onde José Alves Pessoa iniciou sua caminhada até o Chuí. Haja disposição! rs. Um local muito legal para tirar fotos, principalmente com a bandeira do Brasil hasteada. O Centro da Cidade não tem muita coisa para se ver... apenas uma cidade diferente. O Museu Kuahí, da cultura indígena, onde os funcionários são índios das aldeias próximas. O museu fica localizado bem no centro da cidade. Clevelândia do Norte, localizada a 20 km da cidade, pertence ao Exército e também tem uma placa “aqui começa o Brasil” na beira do rio. É preciso autorização para visitar o local. Não visitei o Parque Nacional do Cabo Orange, mas se trata de uma reserva ambiental e o acesso normalmente é feito de barco”.

Onde ir e o que comer na cidade de Oiapoque
Mais dicas de Lívia Mara sobre Oiapoque

Onde Comer: 
“É difícil guardar os nomes dos lugares, mas ao lado do Hotel Paris tem uma churrascaria que pertence a dois irmãos de Cascavél que resolveram ir morar lá! Além disso, tem o restaurante Tempero Nativo, Ouro Verde, etc.
Chácara du Rona: Lugar super agradável para almoçar à beira do rio Oiapoque e mergulhar.

Para curtir a Noite:
Pizzaria Rodeio Grill: Ótima pizzaria localizada bem no centro, com música ao vivo em alguns dias! Na ocasião, além de várias idas à noite, passei a noite de reveillón lá e foi bem legal!
Pizzaria Casa Nova: Ambiente muito legal! Mesa de sinuca, música ao vivo e bem no centro da cidade também! https://pt-br.facebook.com/CasaNovaRestaurantePizzaria
Seresta do Galo: Mais afastado do centro da cidade, mas para quem gosta de um melody e forró, lá é o lugar certo!
Unydade 2: Boate ao lado da Rodeio Grill”.

Registros sobre a vista à capital da Guiana Francesa: a histórica Caiena

Ponto de Atenção: “Os brasileiros precisam de visto para entrar na Guiana Francesa! Caso a ideia seja ir e voltar no mesmo dia, apenas ali em Saint-Georges de l’Oiapock, não existem grandes problemas. Porém, caso a ideia seja conhecer Caiena ou Cayenne em francês (capital da Guiana Francesa), é necessário visto. O visto pode ser solicitado no consulado da França em Macapá. Quem possui passaporte da União Europeia está dispensado do visto. Eu sou cidadã italiana e não precisei. Não arrisquem ir sem o visto, pois a PAF (Polícia de Fronteira) e a Gerdarmerie patrulham todas as entradas e estradas devido a muitos imigrantes ilegais.

Como chegar: Para ingressar na Guiana Francesa pelo Oiapoque é preciso pegar um barco para atravessar o rio. Quando estive lá, em dezembro de 2012, a ponte binacional (que liga o Oiapoque à Saint-Georges de l’Oyapock) já estava pronta, porém ainda não em funcionamento. Estando em funcionamento, o trajeto ficará bem mais fácil. O passeio de barco é interessante porque você passa bem debaixo da ponte! Chegando a Saint-Georges de l’Oyapock já é possível ver um pouco de diferença do Brasil. A cidade é bem pequena, mas valem algumas fotos! Antes de ir para Caiena, almoçamos. Ele: Paca de caça assada (Uau!) e eu um macarrãozinho a carbonara (com ovo crú! Eca!). Bom, para seguir para Caiena, não existem ônibus e sim vans. Se bem me lembro, pagamos algo em torno de 50 Euros cada um. A viagem leva em torno de 3 horas e é importante colocar o cinto de segurança!

Onde ficar: Ficamos hospedados no Best Western Hotel Amazonia bem no centro da capital. A diária custou aproximadamente 150 Euros com café da manhã. Isso mesmo... Tudo lá é pago em Euros!


Curiosidades
- Se você pensa em conhecer a Guiana, vá com tempo para conhecer as praias. Eu me arrependo de não ter tido mais tempo para isso. Pelas fotos que vi, são paisagens lindíssimas onde muitos navios de cruzeiro atracam inclusive.
- outra coisa que percebi, é que em Caiena não tem muitos ônibus. As pessoas andam mais de Navet mesmo ou de táxi!
- Bom, é isso pessoal! Espero que gostem das fotos! Abaixo, o custo de um jantar em Caiena.

25 euros
Um prato com espetinho de carne com batata frita e arroz.

Em Caiena

“Segunda-feira sai a ordem de serviço para o asfaltamento da BR 156 até Oiapoque”

Jorge Amanajás. O titular da Setrap dá mais detalhes sobre as obras viárias que o estado está executando. 
O titular da Secretaria de Transportes do Amapá, Jorge Amanajás, foi ao rádio ontem detalhar como o Governo do Estado está tocando o projeto de interligar de norte a sul um pedaço de Brasil que vive praticamente isolado do restante do país e que tem aqui a rodovia federal mais antiga em construção, a BR 156. Respondendo a questionamentos do jornalista Cleber Barbosa e também de ouvintes do programa Conexão Brasília, na Diário FM, o secretário falou ainda das obras de mobilidade urbana que a capital do estado está ganhando, entre elas a retomada da Rodovia Norte-Sul, que ganhará dois elevados para que possa ser conectada a dois importantes corredores do tráfego em Macapá, a Rodovia Duca Serra e a BR 210 em seu trecho urbano. A seguir, os trechos mais importantes da entrevista concedida por Amanajás.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – Moradores da zona norte de Macapá estão curiosos a respeito de uma obra que está surgindo lá na confluência do Infraero 2 com o Parque dos Buritis. É lá que vai sair a chamada rodovia da integração?
Jorge Amanajás – Exatamente, fica ali na Linha E, na verdade nós já rebatizamos como Linha Verde, pois é um setor de produção agrícola numa área periurbana aqui de Macapá. Nós, a partir de uma decisão do governador resolvemos fazer a pavimentação asfáltica dessa linha, já interligando, inclusive, com essa área mais urbana que você citou, o Parque dos Buritis e o Infraero 2, e nós vamos levar até a [rodovia] Norte-Sul. 

Diário – Daí o projeto original que chamada de rodovia da integração?
Jorge – Sim, é mais uma opção de tráfego para a zona norte e para a zona oeste da cidade, então vai ser assim uma rodovia de importância econômica muito grande, mas também que irá servir para essa questão do escoamento do trânsito pesado que existe nessa interligação com essas áreas urbanas de Macapá. Além disso, quem está na zona norte de Macapá e precisar ir a Santana, por exemplo, não vai mais precisar vir até o Centro ou mesmo dar aquele retorno pelo Km 09. 

Diário – E a quantas anda a obra da Rodovia Norte-Sul secretário?
Jorge – Nós estamos remodelando o projeto da rodovia, pois tivemos algumas dificuldades do ponto de vista arqueológico, mas que já está praticamente concluído. Mas nessa reformulação do projeto estamos trabalhando também na questão dos dois elevados que irão precisar ser feitos, tanto o viaduto que interliga com a Duca Serra, quanto o que inteliga com a BR 210. Então o nosso cronograma, que nós já estudamos bastante, é que no início do verão essas obras possam ser retomadas e a gente num ritmo mais intenso espera que até o fim do ano elas possam estar bem avançadas. Falta na verdade o último trecho, que é o terceiro, mais ainda precisa reformular algumas partes que foram feitas no primeiro e segundo lotes, como incluir ciclovias, passeio, enfim, a reformulação do projeto.

Diário – O senhor falou em dois viadutos, eles já estão com projeto pronto?
Jorge – Eles estão sendo trabalhados e esperamos que até meados de junho para julho devem estar concluídos. 

Diário – E a rodovia Duca Serra, que é considerada vital para o transporte de cargas até o porto, como está esse trabalho que marcou o início de sua gestão à frente da Setrap por decidir tocar a obra a toque de caixa como se diz?
Jorge – É, nós já avançamos bastante, apesar de termos sido pegos, digamos assim, um pouco antecipados com relação a chuva, pois nossa meta era chegar até o final de dezembro com o asfalto todo colocado nessa área que nós já nos pré-determinamos a fazer ao longo do ano passado, que foi até ali na confluência do quilômetro 09. Mas as chuvas iniciaram logo no começo de dezembro, então isso atrasou um pouquinho o nosso cronograma, mas mesmo assim a gente vem avançando nesse período com um pouco mais de dificuldade. Mas essa semana com um ou dois dias de sol nós conseguimos começar o capeamento asfáltico onde já está pronta a base para receber o asfalto. Nossa meta é chegar até o final do ano com a obra já bem avançada, até porque a partir de julho abriremos outra frente vindo de Santana.

Diário – Depois tem a questão de passar pela Lagoa dos Índios, não é? Como está isso também?
Jorge – A nossa meta é já no segundo semestre já fazer a ponte e fazer também o asfaltamento onde já começamos a fazer a base, com a colocação da primeira camada de pedra, ainda vamos colocar mais uma camada e no verão fazer a terraplenagem para começar o asfalto. Mas também ainda estamos em fase de tratativas com o Exército Brasileiro solicitando uma parte da área deles que vai precisar adentrar para a duplicação do trecho que vai da lagoa até a área do 34º BIS, próximo à [clube] Toca da Onça, onde vai ter ali o elevado que vai conectar com a Norte-Sul. 

Diário – O trabalho de conservação das rodovias federais, como na estrada que vai para o Jari,  conta com máquinas da sua secretaria também?
Jorge – Desde dezembro para cá isso passou para a responsabilidade do DNIT [Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes]. Antes disso, o trecho sul da BR 156, que vai de Macapá a Laranjal do Jari era de nossa responsabilidade, mas com o fim do convênio com o DNIT ele assumiu essa parte e acredito que já deva até ter licitado e vai dar a ordem de serviço para as empresas que ganharam, então essa parte de conservação é com o DNIT mesmo. 

Diário – Mas fala-se na entrada do Estado no trabalho de construção desse trecho, não é?
Jorge – Sim, a nossa responsabilidade será com relação à construção do quarto lote de pavimentação dessa rodovia, que vai do quilometro 21 até ali à altura do Rio Vila Nova, passando um pouquinho aliás. Essa obra a gente já vem trabalhando no projeto, que já está concluído, e dentro de mais dois meses vamos conseguir concluir os estudos ambientais, que foi mais uma exigência do Ibama, na verdade alguns outros estudos que foram exigidos, então a nossa expectativa é que até meados de junho nós estejamos com a licença na mão. Com esse documento em mãos a gente de imediato já inicia a obra, pois parte dos recursos também já estão em conta. 

Diário – E os outros três lotes dessa estrada até o Jari?
Jorge – Dois deles, os lotes 2 e 3, o DNIT deverá licitar ainda esse ano para iniciar a obra o ano que vem. Já o lote 1, que inicia em Laranjal do Jari e vai até ali o Rio Cajari, nós iniciamos umas tratativas com o DNIT e o Exército Brasileiro. Estivemos eu e o governador há algumas semanas em Brasília, foi inclusive anunciado na mídia, no sentido de que o Exército possa assumir esse trecho, o que vai dar com certeza uma celeridade maior na execução da obra como um todo. Então a nossa expectativa é que também é que no ano que vem o Exército possa iniciar esse trecho.

Diário – Sobre o trecho norte dessa mesma rodovia, entre Calçoene e Oiapoque, que foi exatamente o que faltou para a festa de abertura da ponte binacional ser mais completa?
Jorge – Olha, nesta segunda-feira às 10 horas da manhã no Palácio do Governo haverá um evento em que o diretor nacional do DNIT, doutor Walter, estará vindo ao estado para, juntamente com o superintendente regional e o governador Waldez, assinarem a ordem de serviço exatamente desses dois últimos lotes que faltam para asfaltar a BR 156 Norte. Isso é uma notícia muito boa e que penso eu seja em função até mesmo pela abertura da ponte. Agora é claro que entre você assinar a ordem de serviço e a obra iniciar propriamente dita ainda leva um tempo porque nessa contratação, em RDC [Regime Diferenciado de Contratações], também está incluído o projeto executivo. Isso significa que a partir da ordem de serviço essas empresas que vão executar esse serviço devem iniciar um projeto executivo, o que leva pelo menos uns quatro, seis meses, e a partir daí iniciar a obra. O importante é que o licenciamento ambiental desse trecho já foi expedido então não haverá mais tantos problemas como estamos enfrentando no trecho sul. 


Perfil



Entrevistado. Jorge Emanuel Amanajás Cardoso nasceu no município de Chaves, no Pará, tem 50 anos de idade. É licenciado em Física e Engenharia Civil, pela Universidade Federal do Pará. É pós-graduado em Metodologia do Ensino Superior, também pela UFPA. É fundador do projeto social Desafio Amazônico, um cursinho pré-vestibular gratuito. Foi deputado estadual por três mandatos, tendo sido eleito presidente da Assembleia Legislativa por três vezes. Nas eleições de 2010 foi candidato a governador do Estado, terminando o primeiro turno como o terceiro mais votado, num empate técnico com os dois primeiros, Lucas Barreto e Camilo Capiberibe. Em 2014 voltou a disputar o Setentrião, apoiando Waldez no segundo turno. 

Notas da coluna ARGUMENTOS, sábado, 25 de março de 2017.

“Hub”
Muita gente anda se perguntando quando teremos a possibilidade, nesta cooperação com a Guiana Francesa, de fazer uma conexão em Caiena e de lá seguir até Paris. Detalhe: sem que para isso seja obrigatório ter visto, já que na França não se exige.

Parâmetros
Entre as vantagens dessa operação no aeroporto de Caiena, estariam as tarifas mais baixas – dá até para se considerar um voo doméstico –, bem como o tempo na rota muito menor do que saindo de São Paulo.

Trem
Representantes da Associação Brasileira de Preservação Ferroviária receberam com incredulidade a informação de que a nossa Estrada de Ferro do Amapá está sendo dilapidada. Ao relento, como se diz.

Modelo
Olha, essa entidade cuida de ferrovias como a Estrada de Ferro Oeste de Minas, de quase 300 anos. Tem até museu onde o vagão de Dom Pedro está lá, intacto. A ferrovia amapaense tem agora 60 anos. Uma pena.

Aniversário
Por falar nisso, a Icomi estaria completando agora 70 anos de Amapá, desde que seu fundador, o visionário Augusto Trajano de Azevedo Antunes, convenceu o país a dar a ele a chance de extrair o manganês.

Ilusão de ótica

Não, você não está vendo uma moto navegando pelos rios da Amazônia. Na verdade isso fica em plena área central de Macapá, na concorrida rua Jovino Dinoá. Trata-se de um problema recorrente a cada estação das chuvas, por aqui, quando parte da cidade fica alagada. Uma amolação.

Social
Termina neste sábado, na região do Ajuruxi, rio Ariramba e vila Betel, em Mazagão, um mutirão de ações de atendimento nas áreas de saúde, capacitação e emissão de documentos, entre outras. A expectativa é que sejam atendidas 400 famílias no evento que dispõe de um barco e farto material.

De perto
Falando à coluna, o secretário das cidades, Alcir Matos, explicou que a meta é descentralizar o atendimento, levando serviços de saúde, cursos e demais atendimentos à população que mora nas localidades mais distantes. “É uma ação conjunta que envolve mais de 40 profissionais de secretarias de governo”, disse.

Capacitação
Para fechar sobre essa boa iniciativa, soubemos que entre os cursos de capacitação, os moradores poderão aprender mais sobre o manejo do açaí, pesca, oleaginosas, fabricação de farinha, certificação de produtos, manipulação de alimentos e manejo de área de várzea.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Notas da coluna ARGUMENTOS, quinta-feira, dia 23 de março de 2017.

Jari
Mediante alerta emitido de Laranjal do Jari, por conta do aumento no nível do rio, uma equipe de 26 bombeiros e 16 militares do Exército Brasileiro, além de seis técnicos da Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (Sims), seguiu ontem para a região.

Apoio
A equipe da Sims vai auxiliar os demais profissionais no monitoramento da situação das famílias, visto que em áreas mais baixas de Laranjal e Vitória do Jari casas já foram invadidas e algumas ruas submersas.

Mineração
O processo que a mineradora Zamin Ferrous está tentando destravar, de recuperação judicial em Sampa, tem provocado muitas reações por aqui, onde ela mantinha o Sistema Amapá, herdado da Anglo American.

Canetada
Ocorre que o juiz Marcelo Barbosa Sacramone, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, não abre mão de gerenciar o processo e barrou tentativas de fazer andar alguma coisa por aqui.

Uma gota
Só que a dívida deixada no Amapá, cerca de R$ 1 bilhão com fornecedores e trabalhadores, é fichinha perto do passivo total que a Justiça levantou. A Zamin deve pelo menos R$ 28 bilhões a instituições credoras.

Segurança
De uns tempos pra cá a empresa Amapá Florestal e Celulose, a Amcel, determinou a redução do volume de toras de madeira nas famosas carretas ‘romeu e julieta’. Tem a ver com diminuir o peso total do conjunto, para poupar o piso da rodovia BR 210, que ela usa para escoar a produção de cavaco. Na foto, é possível ver que o empilhamento na carreta não vai até o limite da altura como antes.

Fechou
Não bastassem os problemas já conhecidos na estrada nesta época, a BR 156 ainda precisou ser interditada ontem pelo Dnit devido a um alagamento no leito da via. Manilhas de drenagem não suportaram o volume das águas e romperam. Obras de reparo devem ser concluídas até sábado.

De olho
Os moradores mais tradicionais da região do chamado Vale do Jari dizem que os problemas de enchentes ou alagamentos se agravam toda vez que chove muito nas cabeceiras do rio. Aí quando o rio Amazonas ‘tufa’, como se diz por lá, as cidades de Laranjal do Jari e Vitória do Jari vão pro fundo.

Absurdo
Há quem jure que até guindastes estão sendo usados para furtos na velha Estrada de Ferro do Amapá. Segundo as primeiras informações, todo o metal que está sendo dilapidado é colocado em carretas e estaria deixando o estado devidamente acompanhado de notas fiscais.

Notas da coluna ARGUMENTOS, quarta-feira, 22 de março de 2017.

Participação
A deputada Marcivânia Flexa, do PCdoB, saiu em defesa da mulher no Congresso Nacional. Salientou que Brasil ocupa a 116ª posição em participação feminina no Parlamento Brasileiro, em um ranking que reúne 190 países filiados à União Interparlamentar.

Pequim
Já o deputado Cabuçu Borges, do PMDB, segue em nova viagem internacional. Ele tem imprimido uma agenda lançada, de muita articulação e troca de experiências com parlamentos pelo mundo. Foi à China.

Diplomata
O embaixador Pedro Luís Rodrigues, hoje aposentado, estará no próximo Conexão Brasília, que o colunista apresenta na Diário FM. Em pauta, o trabalho iniciado por ele em 2004 para a ponte binacional.

Mobilização
Em que pese as diferenças políticas da atual bancada federal, a forma com que deputados e senadores estiveram ombreados com o atual governador Waldez mostra como é possível avançar com políticas públicas e de estado para tirar o Amapá da crise e despontar pro mundo.

Missão
Ele era o ministro-conselheiro da Embaixada do Brasil em Paris, quando estudou a fundo as legislações dos dois países para a elaboração do edital que norteou o certame internacional de construção da ponte.

Rádio
O programa também segue repercutindo as mudanças ambientais que estão provocando transformações em nossos mananciais hídricos. Dois pesquisadores convidados, Valdenira Ferreira e Adimilson Torres.

Off-road
O Jeep Club de Macapá lança neste fim de semana o I RACE DO TATU 4X4, uma espécie de campeonato estadual, que será realizado em cinco etapas. A primeira etapa ocorrerá no sábado no município de Tartarugalzinho na área do Hotel Fazenda do Mineiro, em uma pista que promete emoções.

Emoção
Esse era mais um dos projetos que o saudoso presidente Manoel Mandi queria colocar em prática. Ainda não será um campeonato oficial, pois para isso os pilotos terão que virar federados, mas as disputas prometem movimentar o segmento. O Jeep Clube organiza um calendário de etapas ao longo de todo o ano.

Trolagem
Essa não é a primeira vez que o “Seu Mineiro” recebe o circo dos aficionados em 4×4. Mas a galera do clube andava desconfiada pois da última vez o ex prefeito de Tartarugalzinho fez uma espécie de ‘pegadinha’ com os jipeiros, numa pista simplesmente intransponível.

quarta-feira, 22 de março de 2017

TCE inicia levantamento sobre 'qualidade' dos gastos das administrações municipais

A comissão responsável pelo levantamento do Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEGM), já iniciou a apuração dos indicadores nos 16 municípios do Estado, com a apresentação dos resultados do ano anterior e entrega dos questionários para o preenchimento dos gestores.
O IEGM está em seu segundo ano de apuração de indicadores finalísticos, com objetivo de evidenciar a correspondência entre as ações dos governos e as exigências da sociedade. Ele apura a qualidade dos gastos públicos e dos investimentos realizados, a efetividade das políticas públicas e faz a mensuração dos serviços prestados ao cidadão.
Os técnicos do Tribunal de Contas do Estado do Amapá (TCE/AP) se deslocaram durante o mês de fevereiro aos municípios, que além de reunir com os gestores, também fizeram visitas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Escolas municipais. “Esse ano iniciamos de forma diferente, já estivemos verificando “in loco” a situação da saúde e educação, que será nosso foco principal neste levantamento. A educação é o que mais nos preocupou, a maioria das escolas estão em estado crítico”, explica a inspetora Fátima Botelho, que após a validação dos dados serão encaminhados aos conselheiros, um relatório apresentando um retrato nas duas áreas.
Segundo o analista de controle externo Tiago Marques, a situação das escolas são precárias principalmente na infraestrutura. “Nas UBS´s encontramos medicamentos vencidos e falta de medicação básica”, apontou o técnico.
Os gestores têm até sexta-feira (24), para a entrega dos questionários preenchidos. A comissão inicia a fase de validação das informações a partir do dia 2 de abril, em seguida os dados serão encaminhados para o Tribunal de Contas de São Paulo, que fará tabulação. “Nossa expectativa é que ainda nesse primeiro semestre tenhamos o resultado final do índice”, conclui a inspetora.
Em 2016, o Estado do Amapá ficou com a nota “C – Baixa adequação”, os sete indicadores.

IEGM
O levantamento vai avaliar a efetividade das políticas e atividades públicas desenvolvidas pelos gestores em 2016, em sete indicadores: educação, saúde, planejamento, gestão fiscal, meio ambiente, proteção ao cidadão e governança da tecnologia da informação.

ARTIGO | "Regularização Fundiária do Amapá à vista", por Juan Monteiro

Governo do Amapá e Exército Brasileiro assinam convênio, nesta quinta-feira, 23 de março, no Palácio do Setentrião, para dar início ao processo de regularização fundiária, diante da eminente necessidade de viabilizar a produção agropecuária como forma de desenvolver a economia amapaense.

Desde 1988, quando passou de Território Federal para Estado, o Amapá enfrenta a problemática da transferência de 95% das suas terras ainda sob tutela da União, e este quadro somente sofreu mudanças significativas em 15 de abril de 2016, quando a então Presidente Dilma Rousseff assinou o decreto que regulamentou a Lei 11.949, de 2009, que consolida a transferência.
Nestes 29 anos de espera, o Brasil se configura como a maior potência mundial na produção de alimentos, ao passo em o Amapá importa quase tudo aquilo que consome, inclusive os produtos mais básicos, como farinha.

Este entrave, criado pela falta da regularização fundiária, transformou o Amapá em uma sociedade dependente das transferências da União, recebendo 370% a mais do que arrecada para a mesma, produzindo índices que nos colocaram por anos com um IDH abaixo da média nacional e o estado com a pior capital brasileira, este último segundo estudos da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Atualmente, possuímos uma máquina estatal deficitária que não consegue dar vazão às altas demandas de saúde, educação, infraestrutura e segurança pública que impactam diretamente na garantia de direitos do cidadão. Conforme estudos do Instituto Fiscal Independente do Senado – IFI, o estado do Amapá conseguirá estabilizar suas finanças apenas em 2015, fator que afeta diretamente ao mercado de trabalho e ao consumo, visto que o setor público é o maior empregador e gerador de serviços afetando, por consequência, o comércio que desempregou 18,1% de sua mão de obra em 2016, os mais altos índices de desemprego de todo o país.

A regularização fundiária e a segurança jurídica que ela traz para a produção pecuária e agrícola, se constitui no principal fator de um cenário que se desenha positivamente para o Amapá, seja pelo fortalecimento do agronegócio, seja pela perspectiva de financiamento da produção amapaense ou seja simples valorização imobiliária de grandes, médias e pequenas propriedades. Se soma a estes elementos a tão próxima saída do Amapá como área de risco pela Febre Aftosa, aspecto restritivo para o comércio de laticínios e carne da região possuidora de uma das melhores qualidades genéticas de bubalinos do mundo.

Os detalhes deste novo cenário, a partir da regularização das terras pelo Estado, são extremamente animadores, indicando uma profunda mudança na economia e na sociedade amapaenses. A produção de soja, por exemplo, a qual atingiu 5% de seu potencial em 2016, mas pode chegar a 400.000 Ha e gerar aproximadamente 32 mil empregos, além de R$ 3,5 bilhões, representando um terço de nosso PIB.

A carne e laticínios devem ganhar novo fôlego com a regularização das terras é receber investimentos privados para que produtos, se aproveitando da ponte binacional e acordos comerciais, cheguem às Guianas e Suriname. Sobretudo deve atender com maior qualidade o mercado interno com produtos de valor agregado. O Amapá já possui uma grande agroindústria de laticínios (leite, iogurte, queijo e outros) instalada na região do Matapi pronta para atingir estes mercados e um projeto frigorífico com investimento na ordem de R$ 38 milhões começa a ser organizado no Distrito Industrial de Santana.

O convênio do GEA com o Exército Brasileiro cristaliza o que se configura na mais importante ação econômica e social da história do Estado Amapá, a regularização fundiária, capaz de possibilitar o pleno desenvolvimento de suas aptidões econômicas e, por consequente, a geração e distribuição de riqueza, trabalho, arrecadação tributária, investimentos públicos e privados, e a ampliação de direitos sociais e qualidades de vida.


Juan Monteiro, 
Administrador e Jornalista

terça-feira, 21 de março de 2017

UM SONHO REALIZADO: A saga do piloto amapaense Jorge Mareco, da Latam

Para um piloto como Jorge Mareco, as paradas para descanso possibilitam conhecer seu país e alguns dos mais charmosos destinos do mundo, como nestas fotos no sul da França ou numa estação de esqui na Suíça

CLEBER BARBOSA
Editor de Turismo

“Estamos deixando Belém do Grão-Pará em direção ao Principado de Macapá”. Esta frase é do piloto de aviação Jorge Mareco, um amapaense que costuma cativar desde seus tripulantes como também seus passageiros sempre que pega o microfone da cabine de comando dos jatos da TAM Linhas Aéreas pelo país. Claro que sempre que o colocam na rota para o Amapá ele se derrete ainda mais e declara seu amor por sua terra, sua gente e sua cidade-natal, a bucólica Serra do Navio. E foi a depois de um voo para Macapá, onde moram seus pais, que ele recebeu o Diário do Amapá para falar mais da profissão, da carreira e dos prazeres proporcionados por uma das mais glamorosas profissões, ser um comandante de avião.
A maneira descontraída com que se reporta aos passageiros pelo sistema de som das aeronaves chama a atenção e não é raro alguém lhe perguntar se ele não é um radialista frustrado. “Muitos dizem que estou na profissão errada, que tenho dom para radialista, mas não tenho essa pretensão. Faço isso de vez em quando só para descontrair mesmo e quebrar um pouco o gelo, para ajudar a relaxar as pessoas”, diz, descontraído.

Começo - Ele conta que a aviação passou a fazer parte de sua vida desde a infância, quando observava as aeronaves cruzando os céus e sonhava ser piloto. Na juventude, depois de tentativas prestando vestibular para medicina e odontologia, acabou investindo mesmo na velha vontade de ser aviador. “A aviação me contaminou aos dezoito anos de idade, foi o aerococus, o vírus da aviação, e desde 1995 sou formado como piloto e estou há oito anos na TAM”, relembra.
Ele trilhou o caminho mais trabalhoso – e também o mais charmoso – começando seus estudos em clubes de aviação, como o Aero Clube do Pará. Lá fez a parte teórica e também acumulou as horas de voo até tirar o prevê de piloto privado. Depois foi para Belém Novo, no Rio Grande do Sul. “Lá eu me formei piloto comercial, instrumento, multimotor, enfim, toda a formação final foi lá”, diz Mareco, que explica hoje existir o curso superior de Ciências Aeronáuticas, com os aeroclubes ainda servindo para as aulas práticas dos acadêmicos.
Com uma política de valorizar as localidades onde os comandantes possuem seus familiares, a atual empresa de Jorge Mareco sempre o escala para operar voos para Macapá, para alegria de seus pais, que moram na cidade.

As estatísticas atestam a segurança do avião

A carreira de piloto é, de longe, uma das mais charmosas que existem, afinal poder conhecer seu país inteiro e até vários países pelo planeta não é para qualquer um, mas a pergunta que não quer calar é: e os riscos dessa profissão? Sim pois em caso de algum problema nos voos os resultados poderão ser terríveis, já que de acidentes aéreos pouca gente sobrevive, não é mesmo?
Não para o piloto Jorge Mareco. Ele diz que hoje a aviação está num patamar de segurança absurdo. “A tecnologia embarcada é de outro mundo. Foi-se o tempo que voar era perigoso, pois hoje em dia é muito mais seguro você sair daqui para Belém em uma aeronave de grande porte do que ir daqui até a Praça Zagury de carro, quando pode sofrer um acidente de trânsito”, compara o profissional.
Ele diz ainda que toda essa tecnologia empregada diminui drasticamente a possibilidade de falha humana. “O computador está ali para ajudar a gente, mas claro que na hora em que ele falha, tem lá um ser humanos para controlar, daí eu dizer que a gente não pilota os aviões, a gente os gerencia”, completa Mareco.

Orgulho de ser do Amapá, puxando o bordão da empresa que ele serve


Quem já voou pela TAM sabe do bordão que os comissários repetem sempre, ‘uma companhia que tem orgulho de ser brasileira’. E foi pegando carona nela que o Comandante Mareco certamente se inspira para falar do orgulho de ser amapaense. “Para mim é um orgulho total. A gente saiu daqui, querendo ou não moramos na região norte, longe dos grandes centros do país, portanto com mais dificuldades para a gente sair daqui e se fixar nesses lugares maiores, daí eu falar sempre se boca cheia do orgulho de ser daqui”, diz o piloto.
Ele também usa de muito bom humor para reportar as informações aos passageiros em suas aeronaves. Recentemente foi ‘flagrado’ depois de um pouso que não foi um dos mais suaves em Macapá, quando pegou o microfone de disse, bem a vontade: “Só para avisar que quem pousou o avião foi o copiloto”, para risos de quem estava a bordo. Ele também é espirituoso quando fala da segurança deste tipo de transporte. “Está mais do que comprovado que o avião é o meio de transporte mais seguro que existe, só perde para o elevador...”, diz.
Ele também rende homenagens a várias gerações de pilotos que já voarem e ainda voam no Amapá. Entre seus contemporâneos estão Daniel Oliveira e Felipe Lima,este último inclusive colega de companhia e que já operou voos ao seu lado para Macapá. “Fico muito feliz com essa oportunidade de falar da nossa profissão e de ser do Amapá, pois não é fácil chegar até aqui, foi muita ralação, muito estudo, muito não pela frente e a gente investe alto nisso, porque querendo ou não é um investimento alto a carreira de piloto e a gente sua muito a camisa e todo reconhecimento nos deixa muito feliz, de verdade. Jorge Mareco hoje mora em Florianópolis (SC).

NÚMEROS

- A carreira de Jorge Mareco foi iniciada no Aeroclube do Pará, onde fez as primeiras aulas teóricas e também as aulas práticas;

- Ele diz que o avião é o meio de transporte mais seguro que existe, só perdendo para o elevador;

- Para ajudar a quebrar a tensão dos passageiros, sempre que pode ele usa de bom humor no microfone do sistema de som das aeronaves.

8.000h.
Este é o número de horas de voo de Jorge Mareco.

Notas da coluna ARGUMENTOS desta terça-feira, dia 21 de março de 2017.

Texto
Em seu artigo semanal que o Diário do Amapá publicou no domingo, o ex presidente e senador José Sarney falou sobre as históricas relações do Brasil com a França. Tendo a ponte binacional como pano de fundo, listou fatos e a influência cultural e diplomática deles.

Pimenta
No texto de Sarney, intitulado “A França e a malagueta”, ele viaja na intelectualidade para falar como o idioma foi perdendo força para o inglês e dá sugestões para o incremento do turismo regional com a ponte.

Caçambas
A Polícia Federal foi acionada a respeito do transporte irregular de minério de manganês pela rodovia BR 210. Além de não comprovar a propriedade da carga, transporte também deteriora a velha estrada.

Aviação
Enquanto isso, no Hangar do Governo é grande a expectativa em torno da volta de uma lenda. Trata-se do avião Bandeirante que está retornando a Macapá nos próximos dias depois de completa revisão em SP.

Batente
A coluna ouviu o atual diretor do Detraer, Carlos Lima, o conhecido Comandante Carlão, que confirmou a notícia e faz planos para que no máximo em 20 dias o avião esteja pronto para voltar ao batente.

Fronteira
Embora ainda não tenha sido a inauguração oficial da ponte, a festa do fim de semana em Oiapoque foi cheia de simbolismos e já é considerada um evento histórico. Dizer o que dessa imagem das autoridades brasileiras e francesas de braços dados percorrendo o leito da ponte?

Proposta
Tramita na Câmara dos Deputados um projeto que altera a diretriz da BR 156 no Plano Nacional de Viação. O objetivo é prolongar o traçado que atualmente corta apenas o Amapá, desde a Cachoeira de Santo Antônio, no município de Laranjal do Jari, até a fronteira com a Guiana Francesa.

Unidade
A proposta sugere a extensão da BR 156 de Laranjal do Jari até o município de Alenquer, no estado do Pará, coincidindo com a rodovia estadual PA 254. Assim, a rodovia passaria a ter um total de 1.294 quilômetros, com trajeto previsto desde Alenquer até à fronteira com a Guiana. Argumento é a integraçã regional.

Região
De autoria dos deputados Vinícius Gurgel (PR-AP), Remídio Monai (PR/RR) e Lúcio Vale (PR/PA), a proposta une duas regiões com grande potencial de crescimento, o que amplia as possibilidades de integração de importantes rodovias de escoamento do setor produtivo.

Mais de 150 cartões já foram apreendidos por fraudes ao benefício da meia-passagem

Desde o início do cadastramento da meia-passagem, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap) já detectou declarações escolares que podem ter sido adulteradas e cartões de meia-passagem falsos.

No entanto, o maior volume de apreensões foi de utilização indevida, quando o cartão é utilizado por outra pessoa, que não seja o beneficiário. O Setap estima que a utilização indevida é a maiorfraude. Um de cada quatro estudantes, compartilham o cartão com algum parente, o que não é permitido por lei. De acordo com Renivaldo Costa, relações públicas do sindicato, quando afraude é detectada, o estudante perde automaticamente direito ao benefício. "Desde 6 de março já apreendemos mais de 150 cartões na mão de terceiros".

O cadastro de meia-passagem a estudantes das redes pública e particular de ensino iniciou esta semana. Já o recadastramento do benefício iniciou no dia 6 de março. O prazo para os procedimentos será até o dia 28 de abril em Macapá e Santana.

Cerca de 50 mil estudantes deverão fazer o procedimento. Os postos de atendimento em 2017 para o cadastro será na sede do sindicato, localizado na Avenida Padre Júlio, Centro de Macapá, no horário de 8h às 16h. Já o recadastro será em um shopping localizado na Rodovia JK, na Zona Sul da capital, de 10h às 18h, além do terminal rodoviário de Santana.

Os documentos necessários para o cadastro são cópia do comprovante de endereço, declaração escolar ou atestado de matrícula e cópia de documento de identidade. É necessário que o aluno esteja presente para que seja feita a fotografia do cadastro.

A taxa custa R$ 8 para recadastro e R$ 15 para novos cadastros. Caso o estudante tenha perdido o cartão, para pedir a segunda via deve ser feito um boletim de ocorrência e levar junto aos demais documentos.

O estudante poderá obter o formulário de cadastro e recadastro no posto de atendimento ou pelo site www.vtsetap.com.br. Após a conclusão do cadastro, quem não se regularizou terá o cartão bloqueado.

Notas da coluna ARGUMENTOS, domingo e segunda-feira, 19 e 20 de março

Finalmente
O trânsito está finalmente liberado sobre a ponte binacional sobre o rio Oiapoque, na divisa do Brasil com a Guiana Francesa. Inicialmente apenas para carros de passeio, faltando normatizar o transporte de cargas e passageiros por essa histórica ligação rodoviária.

História
Foi um evento cheio de simbolismos, e forte apelo histórico. As delegações de cada país caminharam pela ponte até um encontro no meio, exatamente na divisão geopolítica entre Brasil e Guiana Francesa.

Diplomacia
Pouco depois uma banda de música de uma escola de Oiapoque executou os hinos nacionais do Brasil e da França, seguido do descerramento da fita inaugural e os cumprimentos entre as duas delegações.

‘Gentleman’
Aliás, sobre os hinos, vale aqui um registro bem curioso. Trata-se da iniciativa do senador Randolfe (Rede-AP) em cantar a plenos pulmões a famosa ‘Marselhesa’, que é o hino nacional da França.

'Fair play’
Os franceses, a título de cortesia, franquearam que o Hino do Brasil fosse executado primeiro. Já nos discursos, coube a eles falar por último, em uma reciprocidade que deverá nortear as relações por lá.

À francesa
A ministra do meio ambiente e transporte da França, Ségolène Royal (foto), retornou a Paris na véspera da inauguração da ponte de Oiapoque, embora sua agenda oficial divulgada dias antes confirmasse sua presença. Segundo a coluna apurou, o motivo foi a ausência de um ministro brasileiro.

Visual
Diferente de outras inaugurações, a ponte entregue ontem não parecia algo novinho em folha. Ao contrário, já mostra necessitar de serviços de limpeza e manutenção. O concreto tem limo em vários pontos e a pintura da sinalização está bem apagada. De fato, o cronograma de entrega sofreu (muito) atraso.

Trocas
Martin Jaeger, representante do governo francês, roubou a cena, ao discursar com forte carga de espiritualidade e bom humor (como que homenageando os brasileiros). Disse que a aproximação entre Amapá e Guiana Francesa possibilita que compartilhem a calabresa brasileira com o pão e o perfume francês.

Grandeza
Outro marco da festa de ontem foi a decisão do governador Waldez em franquear seu espaço do pronunciamento de encerramento para os parlamentares brasileiros. Ele cedeu parte de seu tempo, possibilitando a fala de Randolfe, Capiberibe, Davi, Cabuçu e da prefeita Orlanda.


segunda-feira, 20 de março de 2017

TURISMO | Capital dos apaixonados, Paris também é um lugar incrível para os solteiros

Concierges dos hotéis Le Burgundy Paris e Le Cinq Codet listam opções de diversão para quem visita a cidade em versão solo ou na companhia de amigos
 
Paris é considerada a capital do romantismo e, por isso, nunca sai de moda entre os casais, sejam eles namorados de pouco tempo, em lua de mel ou que estão há vários anos juntos. Mas a capital francesa também é um destino incrível para os solteiros, que, além de conhecer os tantos símbolos turísticos da cidade, também conseguem incluir uma porção de agitos em sua programação, como happy hours em bares bacanas, um festival de música ou uma balada mais animada. Para agradar essa turma, os antenados concierges dos hotéis Le Burgundy Paris e Le Cinq Codet, François Dequaire e Bastien Bonvarlet, nunca deixam de “investigar” as novidades noturnas que surgem na Cidade Luz nem de indicar alguns lugares que, entra ano, sai ano continuam a fazer sucesso entre quem quer curtir a noite.

Para aproveitar a night sem precisar ir longe do Le Burgundy Paris – afinal, depois de um dia de andanças, só os baladeiros de carteirinha terão pique para sair de novo e ficar até tarde na rua –, uma sugestão é o novo e criativo Le 153 (153 rue Saint-Martin), misto de cocktail bar, salão de chá, bar de vinhos e cerveja e muito mais. O estabelecimento está disposto em três andares, cada qual com uma ambientação própria: o térreo, por exemplo, mescla o uso de madeira com mobiliário industrial e é dominado pela linda prateleira iluminada que exibe as bebidas. Também há uma adega envolta por pedras, que dão um certo ar medieval a esse espaço, e um agradável terraço. Com tal variedade de ambientes, o bar reúne um público diversificado, que além de bebericar coquetéis que primam pelo visual – e pelo sabor, claro –, encontram ali performances, exposições, workshops para experimentar perfumes e especiarias, palestras e projeções, sem contar as aulas de mixologia e degustações temáticas.

Outra sugestão é o descontraído Le Fubar (5, rue Saint-Sulpice), que, próximo à Igreja de Saint-Sulpice, ostenta a típica atmosfera de um pub, com paredes e balcão revestidos de madeira, luz baixa e muito burburinho no momento do happy hour ou durante as partidas de futebol, rugby e outros esportes transmitidos num telão. A casa também é famosa pelas noites temáticas, como a dedicada ao mojito ou a que tem a promoção “compre uma bebida, ganhe outra”.

Já no pequenino El Urbano (3, rue Crespin du Gast), o visitante sentirá, assim que entrar, o quão alto-astral é o lugar, seja por conta do ultracolorido mural que domina uma das paredes, do atendimento receptivo dado pelo staff do bar, que faz questão de demonstrar o amor pela cultura latina, ou ainda porque ecoam pelas caixas de som uma mistura de ritmos calientes como reggaeton, bachata, salsa, merengue e cumbia, além de hip hop. Um clima que combina muito bem com a vizinhança, já que o El Urbano fica numa travessa próxima à rue Oberkampf, um fervilhante reduto de bares, baladas, restaurantes e casas de shows. À parte a grande variedade de vinhos (tanto franceses como chilenos e argentinos), cervejas e bebidas criadas pelo estabelecimento – incluindo o recomendadíssimo Bauzà Pisco, a marca da casa –, o visitante encontra no cardápio diversas comidinhas típicas de Colômbia, Peru, Chile e Argentina, como as suculentas empanadas de carne e de queijo.

Independentemente do ritmo festeiro que o viajante tiver, uma coisa é certa: a programação em Paris também tem de incluir a ida a alguma das grandes exposições que a cidade organiza todos os anos – e, em 2017, elas não são poucas. Para homenagear o centenário de morte do escultor Auguste Rodin, as Galeries Nationales du Grand Palais recebem, até 31 de julho, a mostra Rodin: Exposição do Centenário, que reúne cerca de 200 peças de autoria desse gênio das artes, além de esculturas e desenhos de artistas que foram influenciados por Rodin, a exemplo de Picasso, Matisse e Giacometti.  

No Museu do Louvre, o destaque é a exibição Vermeer e os Mestres da Pintura de Gênero, em cartaz até 22 de maio, a qual junta as obras-primas desse mestre holandês do século 17 às de outros artistas de seu tempo. E o Museu d’Orsay oferece ao público, até 25 de junho, a mostra Além das Estrelas – A Paisagem Mística de Monet a Kandinsky. O mote da exposição  é o uso da “experiência mística” como inspiração para os trabalhos de pintores justamente como Monet e Kandinsky, que, em reação aos artistas simbolistas (os quais cultuavam a ciência e o mundo prático), evocavam a emoção e os mistérios da existência em suas obras. Assim, seja na seara cultural ou na diversão pura e simples, Paris é sempre uma festa.

Quem quiser aproveitar as atrações dos próprios hotéis pode participar dos chás da tarde no Le Cinq Codet e Le Burgundy Paris, gratuito para os hóspedes todos os dias, ou o Saturday Night Jazz, que agita o Le Cinq Codet nas noites de sábado. Os pequenos eventos são próprios para promover a interação entre os clientes e garantir que a experiência de hospedagem em Paris seja tão boa para os solteiros quanto é para casais apaixonados. No Le Burgundy Paris, a imersão no Spa by Sothys ou um drinque no bar Le Baudelaire provam que, com boas atividades para preencher, não é preciso mais nada.

A Key Partners é representante dos hotéis Le Cinq Codet e Le Burgundy Paris no Brasil. Saiba mais em www.le5codet.com e www.leburgundy.com.

“A abertura provisória da ponte pressiona positivamente que o Brasil conclua suas obras”

O governador do Amapá teve a honrosa missão de chefiar a delegação brasileira que foi a Oiapoque ontem para a cerimônia de abertura da ponte binacional entre o Brasil e a Guiana Francesa. Mas Waldez Góes, ao seu estilo, foi de extrema generosidade com as demais lideranças políticas que estiveram lá, franqueando a palavra a todos e demonstrando que a experiência de estar no terceiro mandato à frente do Setentrião pode ser empregada a favor da diplomacia e da mobilização. E essa será a tônica para que as forças públicas locais continuem envidando esforços para a conclusão das etapas que faltam para a inauguração oficial, marcada para o final do ano, após a conclusão do processo eleitoral da França, que impediram agora a vinda do presidente Fraçois Holand e, consequentemente, do colega Michel Temer.

Cleber Barbosa
Da Redação

Diário do Amapá – Coube ao senhor representar o Governo do Brasil no evento de inauguração da ponte binacional. Como foi isso governador?
Waldez Góes – É, foi uma solicitação do Governo Federal para que eu representasse o estado brasileiro, chefiando a delegação oficial do nosso país, composta por nossos deputados federais e senadores, deputados da Assembleia Legislativa, representantes do Poder Judiciário, enfim, de nossas instituições e do povo nessa solenidade de abertura provisória da ponte.
Diário – Então ainda não é a inauguração oficial, mas a abertura para o tráfego é isso?
Waldez – Sim, o que é muito importante, afinal são mais de duas décadas de tratativas para que nós chegássemos a esse ponto, de abrir inicialmente para o tráfego de carros de passeio. É um momento histórico, apesar de ser uma abertura parcial, pois isso vai ser feito em várias etapas, com a próxima sendo a abertura para veículos de turismo e em seguida de transporte de cargas. As obras começaram em 2007 e agora é que estão sendo concluídas, então é uma longa trajetória que não podia ser diferente, afinal são dois países diferentes, de continentes distantes, de moedas diferentes, de legislação eleitoral e sistema de governos diferentes, de legislações de licitações também, idioma, enfim, isso tudo para dizer que construir um acordo e chegar a esse momento requer muito trabalho.
Diário – E que passaram pelas mãos de oito presidentes da república diferentes, quatro de cada lado, não é mesmo?
Waldez – Sim, e é por isso que tudo tem que ser tratado como programa de estado e não de governo; governos têm prazo para começar e terminar, mas o estado não, ele é permanente como a população também é permanente, daí nós estarmos comemorando bastante hoje esse primeiro passo que vai ser muito importante para o Amapá especialmente.
Diário – Em que sentido governador?
Waldez – Olha, para a abertura deste sábado, mesmo que provisória, três acordos tiveram que ser aprovados pelo Parlamento Francês e pelo Congresso Nacional do Brasil, com as respectivas sanções pelos presidentes da França e do Brasil. Os acordos dizem respeito à comercialização de produtos de subsistência, não só alimentação, o que significa que na região compreendida entre a Guiana Francesa e o Oiapoque nós vamos ter uma área de livre comércio para um número significativo de produtos. Outro acordo versa sobre transporte internacional, para justificar exatamente o transporte de cargas e de passageiros, bem como um acordo de assistência civil, que prevê o emprego da defesa civil dos dois países, representados pela Guiana Francesa e pelo Amapá, com suas equipes altamente preparadas, inclusive já tendo realizado diversas simulações para dar toda a segurança necessária na área da ponte.
Diário – Mas ainda existe muita coisa a ser feita, não é mesmo? 
Waldez – Sim, são muitas etapas, que são vencidas uma a uma a cada momento, mas tenho certeza de que nós vamos vence-las. Eu reafirmo aqui que estarei permanentemente nessa mobilização da nossa bancada federal, dos nossos prefeitos, dos nossos parlamentares estaduais, das nossas instituições federais, estaduais e municipais, sobretudo a comunidade de Oiapoque, vereadores, prefeita, empreendedores, enfim, que serão os primeiros a receber de nós a atenção, afinal é a porta de entrada, daí nós estarmos com diversos projetos já articulados e cobrando do governo brasileiro também uma maior atenção de investimentos uma vez que Oiapoque como cartão de entrada do Brasil precisa ser melhor cuidado, com um bom projeto de mobilidade urbana, um bom projeto habitacional também, preparar a orla e garantir realmente as condições de políticas públicas para Oiapoque primeiro, pois estando bom para Oiapoque e seus moradores o turista que visitar a cidade certamente irá se sentir bem.
Diário -  Entre essas demandas está a necessidade de concluir a pavimentação da BR 156, que deveria estar pronta para a inauguração da ponte. Mas a abertura provisória da ponte o senhor entende que pode acelerar esse processo?
Waldez – Exatamente, assim como também falta concluir a obra da Aduana do lado brasileiro. Nós sabemos que durante os doze meses do ano no Amapá chove oito meses, portanto são só quatro meses de verão e em condições de trabalhar, daí em minhas administrações anteriores termos avançado construindo pontes de concreto no inverno e asfalto no verão. Então a abertura provisória da ponte pressiona positivamente para que o Brasil conclua suas obras. Obviamente foi mais fácil para a Guiana fazer a sua parte porque de Saint George até Caiena são 200 quilômetros, enquanto de Macapá a Oiapoque são 600 quilômetros, portanto três vezes mais, então era óbvio que demorasse um pouco mais para o Brasil fazer a sua parte.
Diário – E qual será a estratégia para isso governador?
Waldez – Ela já está em curso. Agora no dia 27 de março mesmo o diretor nacional do DNIT, doutor Walter, virá ao Amapá assinar a ordem de serviço para a construção dos últimos 112 quilômetros que faltam ser pavimentados na BR 156. Então a abertura por etapa também pressiona todos nós agentes públicos a realizarmos aquilo que ainda falta do lado brasileiro. É verdade que ainda falta o pátio aduaneiro, mas quem chega a Oiapoque hoje vê obra para todo lado, sinalização sendo feita, enfim, os prédios estão prontos, as equipes da polícia federal, da receita federal da vigilância sanitária e a polícia rodoviária federal já estão mobilizadas, prontas para dar toda a assistência. Nossa expectativa é que até o final do ano tudo esteja pronto e uma terceira etapa, do lado comercial, relacionada ao transporte de cargas e de passageiros também.
Diário – E com relação à possibilidade dos empreendedores brasileiros, através do Amapá, claro, poderem realizar trocas comerciais com a Guiana Francesa, onde, sabidamente pouco ou quase nada é produzido já que o abastecimento se dá através da França continental?
Waldez – Os acordos que citei anteriormente versam sobre isso também, apesar de ainda não ter sido muito bem repercutido junto à classe dos agentes públicos, dos agentes políticos, dos empreendedores, como também junto à imprensa. A abertura da ponte antecipou a aprovação de alguns acordos como a comercialização de produtos de subsistência, o que significa que não são produtos apenas de alimentação, mas de subsistência na região. Se você chega em Oiapoque, mesmo com o país em crise, vê um comércio aquecido, pois é a única fronteira com moeda invertida, ou seja, onde a nossa moeda vale menos que a do outro lado, o que aparentemente poderia ser uma desvantagem, comercialmente é uma vantagem pois esse acordo prevê que alguns milhares de produtos de subsistência irão receber incentivos, como uma área de livre comércio. Então a tendência é ter uma maior frequência de franceses comprando do lado brasileiro, aquecendo o mercado de Oiapoque.
Diário – Para fechar governador, o que fica de tanto trabalho e investimentos ao longo das últimas décadas para se chegar a este dia que se propõe ser histórico entre o Amapá e a Guiana Francesa?
Waldez – Que o Amapá e a Guiana Francesa já possuem relações sociais, culturais, comerciais a muitos anos. O que o Brasil e a França estão buscando é correr atrás, pois os povos dessa região já estabeleceram essa cooperação, de usos e costumes, com brasileiros casando com franceses, francesas casadas com brasileiros, indígenas que passam um período estão do ano do lado brasileiro e depois do lado francês, então não tem fronteira entre povos, os governos é que fazem suas fronteiras, isso a gente vê em toda a história da humanidade. Então os governos precisam se adaptar a essa realidade e ter um maior controle sobre isso e não tem maior controle sem presença.

Perfil
Entrevistado. Antônio Waldez Góes da Silva exerce pela terceira vez um mandato de governador do Amapá, tendo ao longo da carreira apenas uma filiação partidária, o PDT. Foi deputado estadual constituinte, tendo chegado ao Parlamento Estadual com forte apelo popular ao ter sido o mais votado, vindo do serviço público como extensionista rural, uma de suas maiores vocações. O destaque como legislador o projetou a disputar o Executivo, inicialmente tentando virar prefeito de Macapá e depois concorrendo ao Governo do Estado por duas vezes, sendo eleito na terceira. Seus dois mandatos anteriores foram marcados por ter sido o que mais avançou na pavimentação da BR 156, a principal rodovia federal do Amapá.