Página do jornalista amapaense Cleber Barbosa, voltada a difundir notícias, pensamentos, reflexões e atualidades sobre turismo, comportamento, economia, cultura e política.

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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

JUSTIÇA | As lições de vida do juiz federal João Bosco Soares

Um concurseiro sul-matro-grosense que não se deixa acomodar na chamada “zona de conforto” da magistratura e que protagoniza desfechos mais humanos na resolução dos conflitos que julga

Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

Antigamente as pessoas chegavam até a dizer que ser juiz era como ‘ser Deus’, tamanha a importância do cargo, como também o distanciamento deles das chamadas pessoas comuns. Mas isso felizmente mudou e a Justiça passou a preconizar a conciliação e a aproximação das pessoas. O Judiciário do Amapá, diga-se de passagem, possui trabalho de vanguarda neste sentido, com inúmeros personagens que incorporaram muito bem esse novo perfil, como os juízes Marconi Pimenta, Elayne Cantuária, Décio Rufino e a hoje desembargadora Sueli Pini. Mas na esfera da Justiça Federal, o juiz João Bosco Costa Soares é hour concour, com seu despojamento e pragmatismo, fazendo com que suas decisões tenham alcance social.

PERFIL
Ele é natural de Cuiabá, no Mato Grosso, estado onde buscou também formação acadêmica e iniciou uma promissora carreira jurídica. Desde que foi transferido para o Amapá, logo chamou a atenção por seu perfil diferente, que o faz estar sempre presente nas grandes discussões que dizem respeito à cidadania, em que pese o princípio legal de que a Justiça só deve agir quando provocada. Foi assim que João Bosco liderou movimentos pela paz no trânsito, pela ação de garimpos, de assentados rurais e, mais recentemente, na defesa de que a ocupação da área do entorno do Aeroporto Internacional de Macapá seja feita de maneira organizada e planejada. Quase uma unanimidade, também provocou inimizades, que ele atribui simplesmente por ser “incompreendido”.
O magistrado costuma realizar diligências pessoalmente até as locações das partes do litígio, como áreas de invasão, reservas naturais, comunidades sobre pontes, assentamentos e até mesmo os gabinetes das autoridades locais e nacionais.
Para entender melhor a personalidade do magistrado e também a relevância do diálogo, a reportagem foi até seu gabinete, para aquilo que se chama atualmente de “papo reto”, antecedido apenas de um ritual que inclui percorrer ao lado dele algumas instalações do arrojado prédio da Justiça Federal na zona norte de Macapá, fruto de outra faceta de sua atuação, afinal foi sua articulação que resultou na alocação de emendas parlamentares para a construção da nova sede.

“Por que o trabalhador tem que ser empurrado para os cantos da cidade?”
Revista Diário – O senhor tem marcado sua passagem pelo Amapá pelo despojamento, agindo acima de tudo como cidadão antes de magistrado. Como cidadão brasileiro que tipo de demanda o senhor gostaria de ver resolvida?
João Bosco – A regularização fundiária é uma coisa que o Incra está devendo para o país, por exemplo. O Governo Federal investiu muito pouco nessa área o que tem sacrificado enormemente o desenvolvimento econômico do Amapá e outros Estados da Federação. Nós lamentamos muito essa situação, onde o posseiro não tem o título muito embora ocupe uma área há vinte, trinta ou quarenta anos. Isso é inconcebível, não podemos mais tolerar isso, o país tem que ter uma política fundiária.
Diário – Isso representa o que para o posseiro?
João Bosco – Dignidade. Com o título esse posseiro vai poder pegar empréstimos junto a instituições financeiras e assim desenvolver uma atividade econômica, trazendo emprego e renda para si e para o Estado.
Diário – Os admiradores do seu trabalho salientam a maneira como o senhor se identificou com o Amapá, já tendo recebido o título de cidadão amapaense, tendo optado por ficar aqui, mesmo diante da movimentação na carreira a que tinha direito. O senhor também gosta de tomar açaí?
João Bosco – Eu adoro açaí… (risos).
Diário – É por essa e outras que está conosco esse tempo todo… Mas uma das causas que o senhor atuou foi com relação a urbanização da área do entorno da Infraero em Macapá. A quantas anda esse projeto?
João Bosco – É uma área de aproximadamente 642 hectares, está encravada no centro da cidade, está subutilizada, suscetível a invasões e de uma ocupação desordenada, então diversas autoridades se mobilizaram, para que essa área seja ocupada racionalmente. O Estado do Amapá apresentou um plano de urbanização para essa área, a partir de discussões com diversos segmentos, como Ministério Público, os Parlamentos, a Justiça Federal, com todos nós contribuindo.
Diário – Essa ocupação tem que tipo de foco ou direcionamento doutor João?
João Bosco – As vertentes para essa urbanização são basicamente a moradia, pois nós temos que atender a população de baixa renda através de recursos federais para habitação que existem, mas também podemos ter uma parte dessa área voltada à população de classe média que mora mal, pagando aluguel, por exemplo, seja verticalizando, seja licitando terrenos. Temos que ter também áreas para o setor institucional, como prédios públicos, o judiciário, promotoria, defensoria pública, enfim, todo um aparelho que o poder público necessita edificar.
para essa urbanização são basicamente a moradia, pois nós temos que atender a população de baixa renda através de recursos federais para habitação que existem, mas também podemos ter uma parte dessa área voltada à população de classe média que mora mal, pagando aluguel, por exemplo, seja verticalizando, seja licitando terrenos. Temos que ter também áreas para o setor institucional, como prédios públicos, o judiciário, promotoria, defensoria pública, enfim, todo um aparelho que o poder público necessita edificar.
Diário – A ideia é transferir para lá boa parte dos órgãos públicos?
João Bosco – O Centro Administrativo de Macapá hoje está asfixiado, estrangulado mesmo, daí a necessidade de se redimensionar a localização desse conglomerado administrativo e para isso essa área da Infraero pode ser vital para resolvermos esse problema.
Diário – Estados como o seu Mato Grosso rompeu as barreiras com o passado e edificaram novos centros administrativos fora dos bairros centrais da Capital, dando início a novas áreas urbanas planejadas e pensadas para o futuro, é isso que defende?
João Bosco – Exatamente. Tanto em Cuiabá como em Campo Grande os centros administrativos são fora do eixo central da cidade. Macapá pode seguir esse modelo.
Diário – Essa mobilização em torno da ocupação dessa área da Infraero resultou inclusive na mudança do plano de se construir uma segunda pista de pouso para o aeroporto de Macapá, que seriam perpendiculares e agora deverão ser paralelas. É isso mesmo?
João Bosco – A Infraero recuou sim com relação a uma segunda pista e se o fizer fará mesmo perto da outra, portanto sobrará mais área para a expansão da cidade, que possui uma malha viária concentrada demais o que chega a ser traumático, pois nós temos que ter uma malha difusa daí defendermos a ocupação ordenada da área da Infraero, que servirá para dar melhores condições de mobilidade urbana para Macapá.
Diário – Daí então ter esse pensamento de uma expansão também comercial para este novo setor da cidade?
João Bosco – Exatamente. É possível destinar através de licitação parte dessa área para o segmento empresarial, como concessionárias de veículos, postos de gasolina, farmácias, além do aparelho público, como hospitais, creches, enfim.
Diário – Até mesmo a nova Sede da Justiça Federal foi construída naquela área não é mesmo?
João Bosco – A nossa sede foi muito bem construída sim, inclusive daí porque eu defendo que o ganho social com a urbanização da área da Infraero será imenso e as futuras gerações irão agradecer o presente por essa ação.

MÚSICA | Portugal recebe o cantor amapaense Osmar Júnior

Um dos mais consagrados cantores e compositores amapaenses está de malas prontas para uma jornada internacional, na Europa. Universidades de Portugal querem saber mais a respeito da música amazônida feita por gente como o nosso “Poetinha”.
Cantor e compositor amapaense Osmar Júnior

Por Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

Por muitos anos as pessoas se perguntavam sobre quando o chamado “sul maravilha” iria descobrir a música popular amapaense, afinal são tantos os talentos locais que embalam gerações de amapaenses (nascidos ou não aqui) com uma qualidade musical inquestionável. Gente como o cantor e compositor Osmar Júnior, 53, que ao completar trinta anos de carreira está realizando um sonho – cantar (e falar) sobre as coisas tucujus para plateias europeias.
O convite partiu da Universidade de Coimbra, onde pesquisadores amapaenses estiveram participando de cursos de doutorado. Mas o destaque nessa agenda por terras lusitanas será a participação de Osmar no Festival de Cultura de Óbidos (sim a cidade homônima e original da paraense Óbidos). Mas nas duas semanas que ele deve passar em Portugal será possível realizar shows e até palestras. “Quero ter a oportunidade de falar mais sobre a Amazônia, especialmente a parte que nos cabe, que é o Amapá, estado mais preservado do Brasil”, diz Osmar, que julga termos (os amapaenses) autoridade para falar no assunto.
Para isso, o artista amapaense preparou uma série de produções em áudio e vídeo sobre o meio ambiente tucuju.  “Na verdade a gente sempre falou da nossa natureza, nossa fauna e flora e principalmente de nossa gente. Foi isso o que atraiu os europeus a conhecerem melhor nosso trabalho”, diz Osmar, que começou sua carreira com o Movimento Costa Norte.

CAUSA
A primeira incursão da música amapaense em solo europeu foi no final da década de 1990, quando o grupo Senzalas gravou um Cd na Alemanha. O grupo, formado por Joãozinho Gomes, Val Milhomen, Amadeu Cavalcante e Zé Miguel, também integrava o Costa Norte. O próprio Osmar Júnior esteve na Europa, há alguns anos, fazendo apresentações na Itália.
Ele diz que muita gente se arvora a falar e defender o meio ambiente e a floresta amazônica, mas a maioria gringos e artistas que pouco ou nada tem a ver com a realidade local. “Agora mesmo o Rock in Rio injetou um capital forte em Manaus, mas apresentou Ivete Sangalo e uma cantora de ópera, nada contra, mas e o boi de Parintins, o Tiago de Melo? E os outros produtores de cultura da Amazônia?”, questiona o cantor, que acrescenta “minha música sempre gritou isso, assim como outros artistas regionais que não podem ser esquecidos”.
A onda preservacionista não pode deixar de reverenciar os talentos que fazem sua arte como testemunho de convivência com a natureza.

ECONOMIA | Carnaval, férias e festas aquecem comércio eletrônico no Brasil

A combinação carnaval, férias e festas vem movimentando o comércio eletrônico no País. Com o smartphone em mãos é possível pesquisar e adquirir, facilmente, desde a passagem e a hospedagem até as entradas para atrações que deseja visitar. "Dessa forma, o comprador evita filas e aproveita melhor a viagem", destaca Celina Ma, gerente de Marketing do Mercado Pago, empresa de tecnologia financeira, que atende a diversas lojas online desse segmento.

Na Rodoviariaonline, e-commerce de passagens rodoviárias para todo o país, os destinos mais procurados são Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Em dezembro de 2016, as vendas foram 57% maiores que no mesmo mês de 2015, atingindo a melhor marca para o período desde que o site entrou no ar há 10 anos. "Esperamos manter esse crescimento também em janeiro. Esses resultados refletem o movimento do varejo físico em direção ao digital, com a democratização da internet. Hoje, mais de 65% dos acessos à nossa plataforma já são feitos por mobile, o que mostra que esse ambiente está em plena ascensão e tem muito potencial para continuar expandindo", disse Robson Bueno, coordenador de Marketing da empresa.

Para o site Tchê Ofertas, especializado na venda de produtos e serviços no Sul do Brasil, a alta temporada chegou ainda em novembro do ano passado, com as buscas por pacotes para o Natal Luz de Gramado. Agora, o destaque de vendas vai para as ofertas na Serra Gaúcha e no litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. "Tivemos um incremento de 300% nas buscas dentro da categoria Lazer do site só em dezembro e seguimos no mesmo ritmo em janeiro. Isso se deve, em grande parte, aos parques aquáticos que chamam a atenção das famílias durante as férias. Há muitas vantagens no e-commerce para quem pretende vir para a região, como comparar os preços, escolher entre as diferentes formas de pagamento e planejar o roteiro com antecedência. Notamos que os compradores do Nordeste e Sudeste, por exemplo, começam a comprar passeios, entradas para atrações e ofertas em restaurantes e hotéis três meses antes da viagem", explica Adriano Kalil, diretor do site.

Sobre o Mercado Pago

O Mercado Pago possui doze anos de trajetória na América Latina e mais de 159 milhões de usuários. Presente em oito países - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México, Peru, Uruguai e Venezuela - Mercado Pago oferece diversas soluções para garantir a melhor experiência de compra para o consumidor: aplicativo para transações via celular ou tablet, tela de pagamento no aplicativo nativo de diversas lojas online, tela de pagamentos para pagamentos via web e maquininhas de cartão para pagamentos presenciais.

O Mercado Pago conta com a tecnologia mais avançada em segurança na Internet e com uma equipe de especialistas em finanças, tecnologia e segurança da informação, com ampla experiência no desenvolvimento de serviços financeiros online. No terceiro trimestre de 2016, o Mercado Pago registrou 36,8 milhões de transações de pagamentos na América Latina, 67% a mais do que no mesmo período de 2015. A empresa também alcançou um volume de pagamentos, nesse trimestre, de US$ 2,1 bilhões.

TURISMO | 80% dos hóspedes querem usar seus smartphones para acelerar o check-in

Zebra Technologies Corporation (NASDAQ: ZBRA), líder global em soluções e serviços que dão às empresas visibilidade em tempo real sobre suas operações, divulgou hoje os resultados do ZebraHospitality Vision Study, um estudo que analisou o setor hoteleiro e de resorts, tendências nas preferências dos turistas e requisitos tecnológicos que afetam a satisfação geral deles.  

O estudo revelou que mudanças nas expectativas dos consumidores em relação a WiFi rápido, bom atendimento para hóspedes e recompensas pela fidelidade têm exigido da indústria de hospitalidade investimentos em tecnologia que aprimorem a experiência do hóspede e ofereçam maior conveniência como check-in via smartphone, ofertas e serviços baseados na localização e programas de fidelidade habilitados digitalmente.

Hotéis/resorts na América Latina estão se movendo mais rápido na direção da implementação de tecnologias baseadas na localização; nessa região, os hóspedes também têm as expectativas mais elevadas em termos do atendimento pessoal recebido das equipes dos hotéis/resorts.

Maior acesso
  • Para ajudar a equipar os funcionários com computadores portáteis para maior interação com os hóspedes, expandir os serviços de localização para hóspedes e garantir acesso sem fio confiável, 77% dos hotéis/resorts pesquisados em todo o mundo estão expandindo a cobertura Wi-Fi.
  • 66% dos hóspedes relatam que têm uma melhor experiência quando os atendentes usam as mais recentes tecnologias e 80% dos hóspedes expressaram o desejo de usar seus smartphones para acelerar o check-in.
Ofertas personalizadas e programas de fidelidade
  • Quase três quartos (72%) dos hóspedes entrevistados gostam de hotéis que personalizam mensagens e ofertas, e 75% estão dispostos a compartilhar informações pessoais, como gênero, idade e endereço de e-mail, em troca de promoções e cupons personalizados, serviços de prioridade ou pontos em programas de fidelidade.
Serviços baseados na localização
  • Para criar vantagens e ofertas altamente personalizadas, 83% dos hotéis/resorts pesquisados estão planejando implementar tecnologias baseadas na localização dentro do próximo ano – priorizando o reconhecimento de hóspedes e recursos analíticos, ofertas móveis orientadas pela posição geográfica, promoções especiais e upgrades.
  • O estudo mostra que os hóspedes se sentem menos confortáveis em compartilhar sua localização do que informações pessoais, embora as atitudes sejam diferentes entre gerações.  Uma parcela de 34% da Geração Milênio se sente confortável em compartilhar sua localização atual em comparação com a fatia de 13% de pesquisados com 50 a 64 anos de idade.

"O setor de hospitalidade está se tornando um mercado cada vez mais competitivo, especialmente com o aumento de hotéis de nicho e sites de casas de aluguel. Para continuar a atrair hóspedes, hotéis e resorts estão fazendo investimentos significativos em tecnologia para melhorar seus serviços. Isso inclui permitir que os hóspedes – 92% dos quais carregam um smartphone – usem seus celulares para fazer tudo, desde pedir comida até receber mensagens de texto sobre a preparação dos quartos e possíveis upgrades. Embora o impacto da tecnologia varie de acordo com mercado, a revolução digital está mudando o modo como os hotéis interagem com seus hóspedes em todas as regiões. A Zebra continuará fornecendo soluções que ajudem a tornar as equipes dos hotéis mais eficientes e mais engajadas com os hóspedes”, explica Jeff Schmitz, vice-presidente sênior e diretor de marketing da Zebra Technologies.

Histórico e metodologia da pesquisa
  • Cerca de 1.200 profissionais de TI, operações, marketing ou serviços para hóspedes de hotéis e resorts e mais de 1.680 consumidores foram entrevistados dois estudos globais separados.
  • O primeiro estudo se concentrou na visão do setor de hotéis/resorts sobre demandas dos hóspedes, tecnologias e planos de serviços estratégicos e visão de futuro. O segundo estudo mensurou as preferências, requisitos tecnológicos e opiniões dos turistas sobre fatores que influenciam sua satisfação geral em hotéis e resorts.


Sobre a Zebra
Com a visibilidade incomparável que a Zebra (NASDAQ: ZBRA) garante, as empresas se tornam tão inteligentes e conectadas quanto o mundo em que vivemos. Informações em tempo real – geradas a partir de soluções avançadas, incluindo hardware, software e serviços – dão às organizações a vantagem competitiva que precisam para simplificar operações, saber mais sobre seus negócios e clientes e capacitar seus profissionais móveis para que sejam bem-sucedidos no mundo centrado em dados de hoje. Para obter mais informações, visite www.zebra.com. Siga-nos noLinkedInTwitter e Facebook.

Notas da coluna ARGUMENTOS, sexta-feira, dia 20 de janeiro de 2017.

De volta

Depois de alguns dias de internação em hospital, estamos retomando este contato diário com você leitor ou leitora desde modesto ‘escriba’. Entrei para o time daqueles que sofrem da dor de hérnia de disco coisa, aliás, extremamente comum, infelizmente.
 
Ereto

De tanta informação sobre dores na coluna, chama a atenção a reflexão de Reginaldo Borges, que lembra ter sido culpa do homem decidir manter-se de pé e não apoiado em quatro membros, como na pré-história.

Fisioterapia

Uma dúvida frequente sobre quem sofre de dores lombares provocadas por lesões ou desgastes da coluna vertebral é a indicação de cirurgia corretiva. Sempre há riscos, claro. Alternativa, entretanto é lenta.

Teori

E o dia fechou ontem com uma notícia pesada, aliás, pesadíssima. Foi acidente ou tem algo por trás da queda do avião que levava o ministro relator da Operação Lava Jato, na Corte Suprema do nosso país?

Conspiração

A morte do ministro Zavascki, de 68 anos após queda de avião em Paraty (RJ) fez muita gente lembrar do acidente que vitimou o então candidato a presidente Eduardo Campos. E também caso Celso Daniel.

Alternativas
 
Na foto o professor Dagoberto da Silva Júnior, atual coordenador de Pós-graduação da Faculdade Estácio no Amapá.  Ele prega a qualificação como a saída para a crise. “Investir em educação de qualidade é fundamental”, diz o especialista ouvido em post de nossa página.

No rádio

O Ministério do Trabalho divulgou ontem no fim da tarde os resultados de novembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os dados serão disponibilizados pela internet, mas amanhã teremos um especialista analisando os dados em nosso Conexão Brasília. Se liga às 7 horas.

Shopping

Sábado também tem novidade para os amantes dos ritmos que queimam calorias com muita descontração e irreverência. Eles já podem se programar para a aula de ritmos do projeto Garden Saúde, a partir das 16 horas. Programação gratuita e aberta ao público. Regra é perder calorias sem precisar de equipamentos.

Estudos

Com a crise econômica, política e financeira, empresas estão ficando menores, seja por falência ou mesmo demissões. Por isso, quando os empresários precisam escolher quem sai e quem fica, os colaboradores mais qualificados têm mais vantagens.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

TURISMO | A cidade de Macapá revencia sua BEIRA-RIO!

Todos os caminhos levam a ela. A orla da capital dos amapaenses ainda é o maior cartão-postal da cidade, recanto para onde  convergem gerações e gerações de moradores do lugar
A paisagem urbana da cidade de Macapá jamais pode ser dissociada do fato de estar localizada às margens do Rio Amazonas, o maior do planeta em volume e em extensão.
Por Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

A orla de qualquer cidade fluvial é sempre a maior referência para seus moradores e visitantes. E quando o rio em questão é o maior do mundo então nem se fala. O fato é que a Beira-Rio de Macapá é um desses lugares que não podem deixar de ser mostrados aos turistas e até mesmo parentes de quem mora no lugar. Profissionais do setor como o guia Marcelo de Sá, diz não ser raro testemunhar gente indo às lágrimas só pelo fato de estar de frente com o Amazonas – reconhecido recentemente como o maior do mundo tanto em volume d’água como em extensão.
De fato, todos os caminhos da cidade levam à orla, tanto que as primeiras edificações são localizadas exatamente às proximidades dela, como a Igreja de São José e a Fortaleza. De manifestações políticas ou até mesmo comemorações esportivas tudo é levado para a “frente da cidade”, como as pessoas costumam se referir a essa região geográfica de Macapá.
De uns tempos para cá, inclusive, as famílias passaram a cultivar hábitos sadios, como fazer caminhadas e corridas, bem como ginástica em grupo. “Há bem pouco tempo também a gente passou a vir para cá fazer um piquenique. Vi isso numa viagem à Europa e achei chique”, diz, descontraída, a empresária Carla Milesky, 45, que nasceu no Paraná e que mora no Amapá desde 1995. Ela acrescenta ainda que o fato de estar às margens do rio-mar empresta um forte apelo a essa deliciosa prática de boa convivência com a Beira-Rio.
Alumas pessoas, entretanto, ainda se ressentem apenas de uma convivência mais aproximada com o rio, como tomar banho em suas águas. A orla ganhou os chamados muros de arrimo, que protegem as ruas da ação da força das marés, mas que acabam dificultando a entrada de banhistas. Fica então uma boa dica aos candidatos a prefeito. Ou prefeita.

CURIOSIDADES
O fato de Macapá ser a única capital brasileira banhada pelo Rio Amazonas é algo especial. Mas que pode ser ainda mais valorizada, algo que agregue valor, como se diz. Especialistas como o arquiteto e urbanista Alberto Tostes, diz que a capital do Amapá não tem um projeto integrado que valorizasse a orla, além do perímetro entre o bairro Perpetuo Socorro ao Araxá. “Macapá tem uma orla espetacular, poucas cidades na região tem isso na sua paisagem”, elogia o especialista.

ENTREVISTA | Advogado mais jovem do país é amapaense

O mais jovem advogado do país é amapaense. Paulo Brasiliense tem 25 anos e é considerado uma das maiores promessas da carreira jurídica por aqui, aprovado antes dos 20 anos na OAB. Ele atualmente é advogado militante, mas também se dedica se dedica aos estudos, afinal se prepara a prestar concurso público. quer ser procurador da República ou juiz de Direito. Para isso diz que estuda de 16 a 17 horas diárias e ainda toca a atividade da advocacia, sacrificando as noites e madrugadas que seriam para o descanso. Ele foi ao rádio dar uma entrevista ao programa Conexão Brasília, ocasião em que falou sobre outros aspectos das ciências jurídicas e, claro, declarou-se defensor da obrigatoriedade do exame de ordem, ressalvando apenas que a maneira com que a exigência é feita poderia mudar.

Cleber Barbosa
Para a Revista Diário

Revista Diário – O senhor foi considerado o mais jovem advogado do país, mas não se coloca em posição de reivindicar isso oficialmente. Se vier a acontecer melhor será não é mesmo?
Paulo Brasiliense – Melhor será, mas eu particularmente não dou tanta relevância a isso não. Aqui no Amapá a gente teve um aumento do ingresso dos jovens nas instituições de ensino superior, independentemente de serem públicas ou privadas e todas as ciências, apesar de algumas ainda serem muitos restritas, como medicina que chegou recentemente. Mas a gente tem um déficit educacional muito grande então eu na minha área do conhecimento, das ciências jurídicas, sei que poder ingressar muito cedo foi um privilégio e fico feliz e esperançoso de que isso muito breve seja uma realidade para muito mais pessoas.

Diário – E o fato de ser jovem, traz algum tipo de obstáculo, preconceito ou atrapalha em alguma coisa nesse mercado tão concorrido que é o do Direito?
Paulo – Talvez. Eu entrei com 15 anos na área do Direito e muita gente dizia que chegava a ser nojento determinadas disciplinas do curso, alegando que alguns meandros do processo penal, algumas situações específicas, sabe? É porque querendo ou não o Direito é um reflexo de fatos sociais que geram relevância para o Estado. Então tem situações sociais que são moralmente muito agressivas para valores sociais e ao mesmo tempo trazem aquele mau gosto social, entende?

Diário – Como processos de homicídios?
Paulo – Exatamente, quando a gente trata com a vida, então muitas vezes para mera formação acadêmica é exigido que você presencie situações de fato, então imagine uma pessoa de 16 anos, como era o meu caso, ter contato com esse tipo de situação. Mas eu recebi muito bem todos esses tipos de situações, mas a bem da verdade é necessária uma maturidade para atuar nisso, na área do Direito, pois a repercussão na vida da pessoa é muito grande.

Diário – E sabendo disso é que muita gente tenha algum tipo de discriminação em relação a sua pouca idade?
Paulo – Algumas pessoas pensam como uma pessoa mais jovem que elas podem lhe orientar. Mas graças a Deus eu não pareço tão jovem, então isso me ajudou a disfarçar… [risos] Mas chegava algum momento que alguém falava sim.

Diário – O senhor está com quantos anos?
Paulo – Tenho 25 anos, estou atuando na advocacia a algum tempo, alguns anos.

Diário – E sobre a discussão em torno da obrigatoriedade do Exame de Ordem, qual a sua opinião a respeito dessa exigência?
Paulo – A minha opinião é que é constitucional [a exigência], não porque o STF decidiu, o que leva muita gente a imaginar que a ordem jurídica se pereniza, o que eu discordo desse entendimento, pois somos aplicadores do Direito então podemos divergir. É claro que quando o STF bate o martelo, e ele guarda a Constituição, aí não tem o que discutir, a gente vai ter que aceitar. Mas nesse ponto específico nessa decisão que eles deram eu concordo. Mas tem um determinado dispositivo do Artigo 5º, salvo engano o inciso 14, ele dá uma abertura para a lei infraconstitucional, para que regule uma situação, que é muito abrangente, é uma norma constitucional de eficácia contida, ela dá liberdade a todo brasileiro de conseguir qualquer trabalho, ofício ou profissão, só que ela fala: “atendidas as condições que a lei estabelecer”.

Diário – E a legislação específica para o exercício da advocacia, diz o que?
Paulo – A lei 8.916 que é o estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil, no seu artigo 8º ele exige o exame de ordem como um dos requisitos, logo, juridicamente essa exigência é compatível de acordo com a Constituição Federal.

Diário – Daí o senhor ser de opinião favorável à exigência do exame da OAB?
Paulo – Eu falava em nível da ordem jurídica brasileira. A minha opinião pessoal é de que ele deve ser exigido, talvez não da forma com que vem sendo exigido, é esse que é o grande problema. Até países que vem do “common law”, desse Direito que tem muita base jurisprudencial, mais do que a própria legislação formal, como é o caso dos Estados Unidos, lá o exame da ordem é normal, inclusive jamais se é discutido. O exame de ordem é sim necessário, pois o profissional do Direito tem uma atuação muito peculiar e ele tem que ter algum crivo formal para estabelecer esse título de atuação como advogado.

Diário – O bacharel em direito tem um vasto campo de possibilidades de atuação. No seu caso em particular foi sua opção advogar ou o seu sonho profissional está por se realizar?
Paulo – A verdade é que eu tenho outro sonho profissional. As pessoas até se assustam quando digo que estudo de 16 a 17 horas por dia em média, isso depois de haver me formado, pois na época de faculdade eu não tinha tempo para estudar tanto para concurso. Agora estou estudando cada vez mais, pois tenho como visão o cargo que almejo como profissão é exercer o cargo de procurador da República e sei que atualmente é um concurso desumano… [risos] A carga de conhecimento jurídico exigida é muito alta e sabendo disso e também que muitas pessoas também estão lutando para isso, estou me esforçando evidentemente para entrar nesse hall diria até seleto, em vista da grande concorrência e que salvo engano aqui em Macapá não existe nenhum procurador da República que seja amapaense.

Diário – O Brasil é tido como um campeão de produção de legislação, mas que não são cumpridas. Aqui se diz que há leis que pegam e outras não. Já os Estados Unidos levam a fama de que lá as leis se cumprem. O que há para explicar esse fenômeno?
Paulo – Esse é um tema complexo demais. Eu resumiria dizendo que é uma questão de aplicabilidade. Numa visão fática, a estrutura abstrata que é o Estado, aqui no Brasil querendo ou não os agentes públicos e a própria população, que são agentes integrantes dessa estrutura, a ordem jurídica nada mais é do que um reflexo formal de valores que foram incrustados através dos elementos culturais desse povo, de nós brasileiros. Só que quando a população tenta se desvencilhar dessa ordem jurídica feita por seus representantes, os legisladores, quando é possível burlar o brasileiro faz. E como a gente vê nos noticiários, os agentes públicos, que não deveria ser a regra, sempre existem situações de corrupção e muitas outras passíveis de investigação.

Diário – E para que a legislação brasileira possa ser mais aplicável o que é necessário?
Paulo – Uma mudança de perspectiva tanto da população como dos agentes públicos.

Diário – Uma mudança não apenas comportamental, mas cultural até, o senhor diria?
Paulo – Sim, o que é muito mais difícil. Mas só que tornar os meios coercitivos de aplicabilidade da norma mais efetivos, ou seja, o cidadão e o agente público saberem que caso transgridam a norma eles vão ser responsabilizados, seria um grande avanço já no sentido de trazer a eficácia. Mas a única situação para isso é a pessoa entender que aquilo é importante, se o agente público entender que se ele der valor a dignidade da função pública, aos recursos públicos, enfim.

Diário – Daí o senhor ser de opinião favorável à exigência do exame da OAB?
Paulo – Eu falava em nível da ordem jurídica brasileira. A minha opinião pessoal é de que ele deve ser exigido, talvez não da forma com que vem sendo exigido, é esse que é o grande problema. Até países que vem do “common law”, desse Direito que tem muita base jurisprudencial, mais do que a própria legislação formal, como é o caso dos Estados Unidos, lá o exame da ordem é normal, inclusive jamais se é discutido. O exame de ordem é sim necessário, pois o profissional do Direito tem uma atuação muito peculiar e ele tem que ter algum crivo formal para estabelecer esse título de atuação como advogado.

Diário – O bacharel em direito tem um vasto campo de possibilidades de atuação. No seu caso em particular foi sua opção advogar ou o seu sonho profissional está por se realizar?
Paulo – A verdade é que eu tenho outro sonho profissional. As pessoas até se assustam quando digo que estudo de 16 a 17 horas por dia em média, isso depois de haver me formado, pois na época de faculdade eu não tinha tempo para estudar tanto para concurso. Agora estou estudando cada vez mais, pois tenho como visão o cargo que almejo como profissão é exercer o cargo de procurador da República e sei que atualmente é um concurso desumano… [risos] A carga de conhecimento jurídico exigida é muito alta e sabendo disso e também que muitas pessoas também estão lutando para isso, estou me esforçando evidentemente para entrar nesse hall diria até seleto, em vista da grande concorrência e que salvo engano aqui em Macapá não existe nenhum procurador da República que seja amapaense.

Diário – O Brasil é tido como um campeão de produção de legislação, mas que não são cumpridas. Aqui se diz que há leis que pegam e outras não. Já os Estados Unidos levam a fama de que lá as leis se cumprem. O que há para explicar esse fenômeno?
Paulo – Esse é um tema complexo demais. Eu resumiria dizendo que é uma questão de aplicabilidade. Numa visão fática, a estrutura abstrata que é o Estado, aqui no Brasil querendo ou não os agentes públicos e a própria população, que são agentes integrantes dessa estrutura, a ordem jurídica nada mais é do que um reflexo formal de valores que foram incrustados através dos elementos culturais desse povo, de nós brasileiros. Só que quando a população tenta se desvencilhar dessa ordem jurídica feita por seus representantes, os legisladores, quando é possível burlar o brasileiro faz. E como a gente vê nos noticiários, os agentes públicos, que não deveria ser a regra, sempre existem situações de corrupção e muitas outras passíveis de investigação.

Diário – E para que a legislação brasileira possa ser mais aplicável o que é necessário?
Paulo – Uma mudança de perspectiva tanto da população como dos agentes públicos.

Diário – Uma mudança não apenas comportamental, mas cultural até, o senhor diria?
Paulo – Sim, o que é muito mais difícil. Mas só que tornar os meios coercitivos de aplicabilidade da norma mais efetivos, ou seja, o cidadão e o agente público saberem que caso transgridam a norma eles vão ser responsabilizados, seria um grande avanço já no sentido de trazer a eficácia. Mas a única situação para isso é a pessoa entender que aquilo é importante, se o agente público entender que se ele der valor a dignidade da função pública, aos recursos públicos, enfim.

Perfil…

Paulo Ronaldo Santos Brasiliense tem 25 anos de idade, nasceu em Macapá (AP) e é solteiro. Estudou em escolas públicas até concluir o ensino médio, pela Escola Estadual Tiradentes, quando ingressou no curso de Bacharelado em Direito pelo CEAP (Centro de Ensino Superior do Amapá), tendo concluído sua graduação em 2011. No mesmo ano prestou o exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), tendo sido aprovado para o exercício da profissão aos 20 anos de idade. Durante os estágios profissionais, chamou a atenção de magistrados e procuradores, bem como garantido uma agenda de clientes importantes que identificaram nele um talento excepcional. Atualmente exerce a profissão e estuda muito para fazer concurso público.

SAÚDE | Projeto aberto ao público oferece aula de ritmos para amantes da boa forma

Os amantes dos ritmos que queimam calorias com muita descontração e irreverência já podem se programar para a aula de ritmos do projeto Garden Saúde, neste sábado (21) a partir das 16h. Programação gratuita e aberta ao público.

Segundo um dos instrutores de ritmo do projeto, Henrique Angelim, as aulas de dança caem no gosto dos adeptos de ritmos como forma de perder calorias sem precisar de equipamentos, pesos ou exercícios estáticos. “A proposta é deixar o corpo bem leve, começar com músicas de ritmo mais cadenciado e ir aumentado até chegar à exaustão, e então dar uma quebrada (pausa).”

Trabalhar a queima de calorias ao som de ritmos dançantes de aceleração crescente consegue atingir a queima de até 600 calorias, de acordo com Angelim. O processo é semelhante ao hit, a nova febre das academias. Porém, o Hit ao contrário da dança, trabalha o alcance do nível da exaustão com a alternância de exercícios com a troca de equipamentos. “No projeto Saúde Garden, o objetivo é proporcionar bem estar”, assegura Angelim, que recomenda que os interessados compareçam às aulas com tênis e trajes confortáveis.

Foto: Rafael kline

EDUCAÇÃO | Especialista dá dicas de como se manter no mercado de trabalho

Professor Dagoberto Siva, coordenador de pós-graduação da Faculdade Estácio
Com a crise econômica, política e financeira, as empresas estão a cada dia ficando menores, seja por falência ou mesmo demissões. Por isso, quando os empresários precisam escolher quem sai e quem fica, os colaboradores mais qualificados têm mais vantagens.
Dessa forma, a melhor saída é se qualificar. Hoje em dia, uma graduação só não é o suficiente para garantir vaga de emprego, por isso, é melhor não estagnar e seguir estudando para poder se posicionar no mercado de trabalho.
A Publicitária, Suellen Trindade, trabalha com direção de arte e pretende aumentar sua renda financeira. Para isso, ela resolveu investir em um curso de Pós-Graduação em Docência do Ensino Superior. “Quero expandir meus conhecimentos e trabalhar como professora, pois com duas possibilidades de emprego posso aumentar a minha renda”, afirma Suellen.
Segundo o Coordenador de Pós-graduação da Estácio no Amapá, Dagoberto da Silva Júnior, a qualificação é a saída para a crise. “Investir em educação de qualidade é fundamental, principalmente em momentos como estes em que ter um bom currículo faz toda a diferença na hora de se manter ou mesmo conseguir um emprego”, explica Dagoberto.
O Coordenador ainda pontua que “o indivíduo deve ser flexível diante das novas oportunidades. Isso fará dele um candidato mais respeitado e desejado pelas empresas. De fato, a graduação já não basta. Em uma economia em crise e num mercado altamente competitivo, muitos estão buscando uma especialização para não ficar de fora do mercado de trabalho. Que está atento a profissionais capacitados e em época de crise isso fica ainda mais evidente”, reforça Dagoberto.
A situação faz com que empresários busquem pessoas com competências necessárias para assumir determinados cargos e desempenhar com maestria as atividades. O investimento na qualificação faz com que o profissional desenvolva e aprimore habilidades, tendo mais chances de crescimento na área em que atua e de manter a empregabilidade em período de corte de serviços.

Fonte: Diani Correa
Comunicação Estácio - Núcleo Amapá

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ARTIGO | "O voto é uma decisão da nossa consciência ou decisão de interesse pessoal?"


Mauro José Barbosa da Silva
Professor da Unifap

Na vida quando exercemos os atos de interesse pessoal à consciência é, impiedosamente, anulada. Agir com a consciência significa abster-se do valor individual para promover o bem coletivo. 
  O voto é, sem dúvida, um importante exercício da cidadania porque permite ao indivíduo intervir na direção dos negócios públicos do Estado, participando de modo direto ou indireto na formação do governo e na sua administração.
  Mas é exatamente aí que os nossos interesses se manifestam em dois caminhos distintos para exercitarmos um ato de interesse individual, que ignora o coletivo, ou um ato da consciência que despreza o interesse pessoal.
  Assim, a melhoria dos serviços públicos de educação, de saúde, de segurança, de transporte ou de um país melhor, há de prevalecer os nossos atos coletivos, em benefício do bem comum, sem os quais, prevalecerá o interesse pessoal e vamos continuar, indubitavelmente, alimentando o caos que estamos vivendo, num país contaminado de corruptos e de escândalos.
  O voto nulo é uma decisão pessoal que não altera nada, é um sinal claro de quem não quer participar ou uma declaração de quem está insatisfeito, mas não vai agir para mudar a situação.
  Então, o nosso voto foi um exercício de consciência ou uma decisão de interesse pessoal?

PROF. MAURO JOSÉ B. DA SILVA.

Amapá cresce nove posições no Ranking de Competitividade dos Estados Brasileiros

O estado do Amapá que ocupava uma das últimas posições no Ranking de Competitividade dos Estados Brasileiros em 2015, passa ao 16º lugar em 2016 tendo como um dos principais responsáveis a elevação de seu potencial de mercado, um dos pilares em estudo desenvolvido por organização não governamental.

O estudo anual sobre competitividade dos estados brasileiros realizado pela organização Ranking de Competitividade possui como pilaresSustentabilidade Ambiental, Inovação, Eficiência da Máquina Pública, Solidez Fiscal, Sustentabilidade Social, Educação, Capital Humano, Infraestrutura e Potencial de Mercado.Dentre os três pilares em que o estado é mais forte estão Segurança Pública, Solidez Fiscal e Potencial de Mercado, que passou de 54.3 para 73.3 pontos em uma escala referencial de 100 e é composto pelos índices de Tamanho de Mercado, Crescimento do Potencial da Força de Trabalho e Taxa de Crescimento ocupando o Amapá uma das melhores colocações nacionais nestes dois últimos índices do pilar.

A chegada de indústrias do agronegócio, a exemplo das que compõem o complexo soja, possuem grande relevância para os índices que constituem o pilar Potencial de Mercado, sobretudo no índice Taxa de Crescimento, e consequentemente para a elevação do Amapá no ranking. A vinda para o Amapá de instituições do setor econômico que atuam em outras regiões brasileiras e países como a Aprosoja, Cianport, Caramuru, Fiagril e Soreidom retratam muito bem o interesse de investidores e o início da construção de um ambiente favorável no extremo norte brasileiro.

O Amapá, que anteriormente ocupava apenas o 25º lugar no ranking, ultrapassa os dois maiores estados do Norte, Pará e Amazonas, exatamente pela grande diferença que conseguiu abrir no pilar Potencial de Mercado, onde os mesmos possuem pontuação de 34.6 e 27.1, respectivamente nos estudos deste ano. Isso possibilita um olhar especial para o estado em relação a atração de novos investimentos no desenvolvimento de diversas cadeias produtivas.

Estes avanços foram pouco visíveis num ano onde a crise política, e o cenário macroeconômico ganharam mais holofotes do que a ação tenaz dos empreendedores. Para fazer com que a sociedade efetivamente prospere, se faz necessário em primeiro lugar que os demais indicadores acompanhem o mesmo bom desempenho da iniciativa privada, em especial o pilar Eficiência da Máquina Pública, uma vez que o Estado cumpre função estratégica na elevação do Potencial de Mercado – a exemplo do desafio da regularização fundiária, base de sustentação da atividade econômica – seja porque é o principal elemento de formação do PIB amapaense, ou seja porque suas funções influenciam sinergicamente os demais pilares do estudo.

Veja mais em http://www.rankingdecompetitividade.org.br/ranking/geral

Juan Monteiro

Administrador e Jornalista

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Ministério do Turismo lança programa para qualificação internacional de estudantes do setor


O ministro do Turismo Marx Beltrão durante encontro com Tracey Crouch. Crédito: Gustavo Messina
Por Gabriel Fialho, MTur


Promover a cooperação internacional na área de turismo e hospitalidade e contribuir para o aumento da competitividade do trade turístico brasileiro. Esses são alguns dos objetivos do Programa de Qualificação Internacional em Turismo e Hospitalidade publicado nesta segunda-feira (09), no Diário Oficial da União. A iniciativa prevê o envio, em 2018, de 120 alunos de cursos técnicos e de graduação de instituições públicas para até três meses de treinamento no Reino Unido. A seleção dos estudantes será realizada no primeiro semestre deste ano. O MTur investirá R$ 5 milhões no programa.

A proposta é complementar a formação dos estudantes em outro idioma e técnicas de turismo e hospitalidade. A parceria entre os dois países foi definida há dois meses, durante a World Travel Market (WTM), uma das maiores feiras de Turismo do mundo, em Londres. Na ocasião o ministro do Turismo, Marx Beltrão, se reuniu com a ministra de Esporte, Turismo e Patrimônio da Inglaterra, Tracey Crouch, e com o presidente da Associação de Colleges do Reino Unido, David Hughes, para acertar os últimos detalhes para retomar o programa.“O Ministério teve experiências exitosas neste sentido, com Portugal, em 2013, e com o próprio Reino Unido e a Espanha em 2014. Agora estamos transformando estes projetos em uma política pública perene. Qualificar os nossos futuros profissionais é uma necessidade que atenderá à demanda do trade turístico, gerando renda e benefícios para a sociedade”, explicou Marx Beltrão.Os recursos do Ministério do Turismo serão repassados a entidades da administração pública, que firmarão convênio com a Pasta, por meio de Termo de Execução Descentralizada. A bolsa arcará com a matrícula na universidade, além de cobrir gastos com hospedagem, alimentação, auxílio-deslocamento, seguro saúde e ajuda de custo mensal.Os critérios de seleção dos bolsistas serão os mesmos dos utilizados nas experiências de 2013 e 2014. Dentre eles, o estudante deve ser brasileiro e residir no país no momento da candidatura; estar matriculado em curso de bacharelado, licenciatura, e/ou tecnólogo em Turismo e/ou Hospitalidade; ter integralizado de 20% a 80% do currículo previsto do seu curso; ter obtido nota no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) igual ou superior a 600 pontos, a partir de 2009; apresentar perfil de aluno de excelência, baseado no bom desempenho acadêmico, segundo parâmetros da Instituição de Ensino Superior e; comprovar proficiência mínima em língua inglesa.A grade disciplinar será a mesma para todos os estudantes, mesmo os que estejam em diferentes instituições da Associação de Colleges, como são chamadas as faculdades no Reino Unido. O chefe de cozinha britânico Jamie Oliver é esperado para ministrar algumas aulas na área de gastronomia para um grupo desses estudantes. Para Londres serão 12 vagas, enquanto as demais serão destinadas a outras cidades da Inglaterra e para outros países do Reino Unido (Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte).

OPORTUNIDADE – Mariana Radicchi, 23 anos, cursava turismo na Universidade de Brasília (UnB) em 2014, quando enxergou a chance de realizar o desejo de estudar fora do país. Uma palestra para apresentar o projeto do MTur, oferecendo bolsas para os alunos estudarem no Reino Unido e na Espanha, chamou a atenção da jovem.“Eu sempre quis morar fora e fazer intercambio, mas não tinha condições financeiras para isso. Como era na minha área e praticamente gratuito, me interessei, além de ser no Reino Unido. O curso atendeu às minhas expectativas, lá é muito bom para estudar”, recorda Mariana, que esperou o edital abrir, passou pelo processo de seleção e foi estudar no Exeter College, na cidade de mesmo nome.
Ela passou de novembro daquele ano a fevereiro de 2015, com um grupo de mais nove colegas, tendo aulas práticas de turismo e hotelaria. O período ajudou na formação acadêmica e no amadurecimento pessoal. “Eram matérias diferentes da UnB, porque eram mais práticas. Na minha vida, mudou o fato de ter morado sozinha e aprendido a fazer as coisas sem os pais. Foi uma experiência engrandecedora que eu recomendo a todos”, diz.

Após se formar, ainda em 2015, Mariana concorreu a uma vaga na Embaixada do Reino Unido em Brasília e foi selecionada para trabalhar no local. Ela acredita que o período fora ajudou a ter qualificação para concorrer ao cargo. “O período no exterior me abriu portas, melhorou meu currículo e me deu mais oportunidades”, enumerou a jovem, que sonha um dia voltar ao Reino Unido para continuar estudando.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Governador Waldez escala coronel da PM para comandar pasta da saúde do Amapá

A experiência administrativa acumulada em mais 30 anos de serviço público foi o principal critério de escolha do novo secretário de Estado da Saúde, Gastão Calandrini. Ele foi empossado pelo governador Waldez Góes na tarde desta terça-feira, 3, durante solenidade no Palácio do Setentrião, sede do governo amapaense.
Na mesma cerimônia o governador também trocou o comando da Polícia Militar (PM), que agora será comandada pelo coronel Rodolfo Pereira, que assumiu o posto do coronel Carlos Souza.
Durante a posse, o chefe do executivo estadual afirmou que a busca por melhorias na rede pública de saúde será a principal prioridade deste ano para o governo. O governador disse que os primeiros desafios de Calandrini serão concluir as obras e entregar à população, até o final do primeiro semestre, quatro novas unidades de saúde: a Maternidade da Zona Norte da capital, as Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s) da Zona Sul de Macapá e do município de Laranjal do Jari, e a Unidade de Nefrologia do município de Santana.
Para isso, o novo gestor, afirmou o governador, terá que equipar a rede estadual e otimizar os recursos humanos. Góes garantiu que apesar da escolha ter sido de caráter técnico – pois o novo secretário é administrador por formação – a experiência de Calandrini como gestor público também pesou na decisão.
O governador ressaltou, ainda, que o novo secretário já esteve à frente de dois importantes órgãos: a Polícia Militar e a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). “O Calandrini tem extrema facilidade de comunicação e bom relacionamento com as equipes que comanda. Ele sabe mediar divergências e isto é crucial para uma boa administração. Na Sesa já existem bons profissionais de saúde. Precisamos de uma gestão que consiga concretizar os processos licitatórios e tenha um forte controle. Nestes aspectos, o Calandrini é muito experiente”, analisou o Governador.
Ele também ressaltou a reorganização administrativa da Saúde feita pela antecessora de Calandrini, a ex-secretária Renilda Costa, que, após 16 meses à frente da Sesa, passará a integrar a equipe do Gabinete Civil, como secretária-adjunta.
Calandrini disse que há alguns dias começou a construir um diagnóstico técnico sobre a Sesa, com o intuito de estabelecer metas a curto, médio e longo prazo. Ele avisou que precisará fazer modificações na equipe, principalmente em funções estratégicas. “Esse diagnóstico já nos apontou gargalos conhecidos da população”. A gestão que juntamente com a minha equipe pretendo estabelecer é de fazer parcerias para a melhoria as saúde no Estado, não só com as prefeituras, mas também com o Tribunal de Justiça, Ministérios Públicos, os servidores, dialogar com fornecedores para que os serviços mais emergenciais não sejam prejudicados. Vamos precisar de todos para ter êxito nesta missão”.
Perfil
Gastão Valente Calandrini de Azevêdo é natural de Belém (PA), tem 52 anos de idade, é casado. É bacharel em Administração Geral pela Faculdade de Macapá (Fama), possui o Curso de Altos Estudos e Planejamento Estratégico, pela Escola Superior de Guerra do Exército Brasileiro (ESG). Pós-graduado em MBA de Planejamento Estratégico e Gestão Pública, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Calandrini foi oficial R2 do Exército Brasileiro pelo período de fevereiro de 1984 a agosto de 1989, no estado do Amapá. Foi comandante Geral da PM de fevereiro de 2007 a abril de 2010. Na atual gestão do GEA, Calandrini ocupou o cargo de secretário da Justiça e Segurança Pública janeiro de 2015 a novembro de 2016.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Jornal americano 'mergulha' no maior achado arqueológico de Calçoene-AP

  • Dado Galdieri/The New York Times


O capataz de uma fazenda de gado num recanto distante da Amazônia brasileira, Lailson Camelo da Silva, derrubava árvores para transformar a floresta tropical em pasto, quando encontrou um estranho grupo de enormes blocos de granito.
"Eu não tinha ideia de que estava descobrindo o Stonehenge da Amazônia", disse Silva, 65, em um dia quente de outubro, enquanto olhava para o sítio arqueológico situado pouco ao norte da linha do equador. "Isso me fez perguntar: que outros segredos sobre nosso passado estão escondidos nas selvas brasileiras?"
Depois de conduzir testes de radiocarbono e realizar medições durante o solstício de inverno, estudiosos do campo da arqueoastronomia determinaram que uma cultura indígena dispôs os megalitos como um observatório astronômico há cerca de mil anos, ou cinco séculos antes do início da conquista europeia das Américas.
Suas descobertas, juntamente com outros achados arqueológicos no Brasil nos últimos anos --incluindo escavações gigantes na terra, restos de assentamentos fortificados e até redes de estradas complexas--, estão modificando opiniões anteriores de arqueólogos que afirmavam que a Amazônia tinha sido relativamente intocada por seres humanos, exceto por pequenas tribos nômades.
Hoje alguns estudiosos afirmam que a maior floresta tropical do mundo era muito menos "paradisíaca" do que se imaginava, e que a Amazônia teria uma população de até 10 milhões de pessoas antes das epidemias e dos massacres em grande escala promovidos pelos colonizadores europeus.
No Estado do Amapá, pouco populoso, no norte do Brasil, as pedras encontradas por Silva perto de um rio chamado Rego Grande estão dando pistas sobre como os povos indígenas da Amazônia podem ter sido bem mais sofisticados do que supunham os arqueólogos no século 20.
"Estamos começando a montar o quebra-cabeça da história humana na bacia Amazônica, e o que descobrimos no Amapá é absolutamente fascinante", disse Mariana Cabral, uma arqueóloga da Universidade Federal de Minas Gerais, que com seu marido, João Saldanha, também arqueólogo, estudou o sítio do Rego Grande na última década.
No final do século 19, o zoólogo suíço Emílio Goeldi havia localizado megalitos --grandes pedras monumentais-- em uma expedição pela fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. Outros estudiosos, incluindo a pioneira americana Betty Meggers, também encontraram esses sítios, mas afirmaram que a Amazônia era inóspita para assentamentos humanos complexos.
Dado Galdieri/The New York Times
Megalitos dispostos como um observatório astronômico há cerca de mil anos no Amapá
Foi somente quando Silva, o ex-capataz da fazenda, encontrou as pedras enquanto derrubava a selva, nos anos 1990, que os estudiosos deram maior atenção às descobertas. Silva disse que viu o local pela primeira vez quando caçava porcos selvagens na adolescência, nos anos 1960, mas depois evitou a área.
"O lugar inicialmente parecia sagrado, como se não devêssemos estar ali", disse Silva, que hoje guarda o sítio do Rego Grande como zelador. "Mas era impossível não vê-lo durante o desmatamento nos anos 1990, quando a prioridade era queimar árvores."
Há cerca de dez anos, depois de conseguir verbas públicas para cercar as pedras, arqueólogos brasileiros liderados por Cabral e Saldanha começaram a escavar o local, que tem a forma aproximada de um círculo. Eles logo identificaram um trecho de um rio a cerca de 3 km de onde podem ter sido retirados os blocos de granito.
Também encontraram urnas fúnebres de cerâmica, sugerindo que pelo menos parte do Rego Grande pode ter sido um cemitério, enquanto colegas do Instituto de Pesquisa Científica e Tecnológica do Amapá descobriram que uma das pedras altas parecia estar alinhada com o trajeto do sol durante o solstício de inverno.
Depois de identificar outros pontos no lugar onde as pedras podiam ser associadas ao movimento solar, os pesquisadores começaram a montar uma teoria de que Rego Grande pode ter servido a várias funções cerimoniais e astronômicas ligadas aos ciclos agrícolas ou de caça.
Cabral disse que Rego Grande e uma série de outros sítios megalíticos menos elaborados encontrados no Amapá também podem ter servido como marcadores para caçadores ou pescadores em uma paisagem que estava sendo transformada pelos povos amazônicos há um milênio.
Outros estudiosos dizem que talvez seja necessária mais informação sobre Rego Grande para situá-lo no reino dos sítios pré-históricos claramente concebidos para observações astronômicas.
"Vimos muitas alegações semelhantes, mas é preciso mais que um círculo de pedras de pé para ter um Stonehenge", disse Jovita Holbrook, acadêmica de física e astronomia cultural na Universidade do Cabo Ocidental, na África do Sul, citando a necessidade de mais descobertas sobre as características de Rego Grande e como o local era usado pelo povo que o construiu.
Por enquanto, Rego Grande, que a população local já chama de o Stonehenge da Amazônia, continua enigmático. Pedaços de utensílios cerâmicos juncam o solo como se oferecessem pistas sobre o lugar, que dá a sensação de uma peça de arte conceitual contemporânea. Os pesquisadores ainda tentam determinar como Rego Grande se encaixa nas visões em evolução da história humana na Amazônia.
Dado Galdieri/The New York Times
Cerâmica guardada pelo Instituto de Pesquisa Científica e Tecnológica do Amapá
Representantes dos palikur, um povo indígena que vive no Amapá e na Guiana Francesa, apresentaram-se recentemente dizendo que seus ancestrais frequentavam o Rego Grande. Mas os arqueólogos são cautelosos sobre essas ligações, enfatizando que muita coisa pode mudar nas sociedades humanas ao longo de milhares de anos.
Cabral, a arqueóloga que passou anos estudando Rego Grande, disse que as evidências de grandes assentamentos são raras, em comparação com outros sítios na Amazônia como Kuhikugu, nas cabeceiras do rio Xingu, onde pesquisadores traçaram paralelos com as lendas que cercam a mítica Cidade Perdida de Z, uma antiga atração irresistível para exploradores e aventureiros.
De qualquer modo, John McKim Malville, um físico solar da Universidade do Colorado que escreve extensamente sobre arqueoastronomia, enfatizou como o campo está deixando de se concentrar exclusivamente nas funções astronômicas para fazer interpretações mais holísticas, incluindo as cerimônias e rituais de antigas culturas.
Nesse sentido, o sítio de Calçoene oferece uma visão intrigante, embora críptica, do passado da Amazônia.
"As pedras de Rego Grande são extraordinárias e, por sua irregularidade, talvez tenham um sentido único, diferente de outros sítios megalíticos do mundo", disse Malville, levantando a possibilidade de que Rego Grande reflita a importância na cultura amazônica do animismo, a atribuição de uma alma a entidades da natureza e até a objetos inanimados.
"Só podemos especular sobre o significado das pedras", acrescentou ele.

Reportagem: Simon Romero
Em Calçoene, Amapá (Brasil)
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Tradutor: Luiz Roberto Mendes Gonçalves